Podcast Receba reúne profissionais para repensar a circulação do cinema brasileiro

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Por Leonardo SobreiraBrasil 247

247 – Fazer um filme circular e encontrar seus públicos de forma acessível é um dos grandes desafios do cinema brasileiro. Para ampliar o debate sobre distribuição, circulação e desenho de audiência, a Fistaile lança o podcast Receba, com quatro episódios disponíveis no perfil da empresa nas plataformas Spotify, Deezer e Amazon Music.

O podcast dá continuidade ao programa formativo de distribuição e circulação audiovisual da empresa. A primeira edição da Receba, realizada no Rio de Janeiro, reuniu 40 profissionais do audiovisual em um espaço de confluência, aprendizado e reflexão sobre distribuição, circulação e desenho de audiência. Durante o programa, metodologias da Fistaile foram aplicadas diretamente em cinco projetos nacionais, em diferentes etapas de produção.

“Produzir um podcast a partir da Receba é um passo muito gratificante para nós. O formato nos permite dar continuidade aos debates sobre desenho de audiência, circulação e distribuição e abrir os diálogos que rolaram no evento presencial para mais audiências. As conversas têm a ótima condução da Rastricinha Dorneles, e nos ajudam a cruzar as tecnologias do audiovisual com saberes para além do cinema, que vêm do encontro, das intenções compartilhadas, e da mobilização comunitária, por exemplo”, afirmam Marina Tarabay e Talita Arruda, fundadoras da Fistaile, empresa idealizadora do programa.

A partir da experiência da Receba, o podcast amplia as discussões iniciadas no encontro presencial e leva para novas audiências os debates sobre desenho de audiência, circulação e distribuição.

“É um privilégio escutar Vitã, Taísa, Erika e Adélia — profissionais extraordinárias, cujas jornadas e conquistas acompanhamos de perto e muito nos inspiram. Nossa intenção, desde a concepção do podcast, é que os episódios cheguem tanto a profissionais com longa caminhada quanto a pessoas de outras áreas que flertam com o audiovisual, proporcionando aprendizados, reflexões e também diversão aos públicos”, complementam as gestoras da Fistaile.

A temporada de estreia aborda tecnologias de outras linguagens, além das fórmulas tradicionais de mercado, incluindo o funk, o ballroom, as redes de afeto e a mobilização comunitária. A proposta é abrir caminhos estratégicos para repensar a distribuição de cinema no país.

O podcast também funciona como ferramenta de formação contínua e preservação da memória da Receba. As conversas reúnem referências de profissionais e criativas brasileiras para discutir trajetórias, mercado de trabalho, políticas e o encontro com os públicos do cinema brasileiro.

“O podcast Receba foi um presente que me permitiu conhecer pessoas incríveis, que transformam o audiovisual em um lugar mais inclusivo e a arte em potência e ponte. Pessoas que compartilham formas mais saudáveis, inventivas e livres de fazer cinema e de existir no mundo. Continuar esse diálogo é também imaginar futuros possíveis para a juventude negra, para as mulheres negras e para todos que sonham em fazer arte. Porque criar também é construir pontes de amor, diálogo e liberdade”, comenta Rastricinha Dorneles, roteirista e apresentadora dos episódios.

Convidadas

A primeira temporada reúne quatro convidadas. A cineasta, roteirista e pesquisadora Vitã compartilha sua relação entre a cultura Ballroom e o audiovisual, além dos bastidores de produções de sucesso como Salão de Baile e Trago a Pessoa Amada.

A produtora e diretora Erika Candido, da Kilomba Produções, fala sobre a construção de narrativas negras e periféricas plurais e sua experiência, de mais de duas décadas, em projetos premiados no Emmy, em Cannes e em diversos festivais nacionais.

A multiartista Taísa Machado, fundadora do Afrofunk Rio, reflete sobre o funk como potência cultural e política, discutindo a cidade como espaço de aprendizado e o cruzamento destas linguagens com o cinema.

Encerrando a temporada, Adélia Sampaio, a pioneira diretora de Amor Maldito, relembra sua trajetória e compartilha reflexões sobre os desafios do fazer cinematográfico e o futuro das narrativas no Brasil.

A Receba foi viabilizada pelo Edital de Apoio à Formação Profissional no Setor Audiovisual do Programa de Fomento Pró-Carioca Audiovisual 2024 da RioFilme, com parcerias do Projeto Paradiso e do Curso de Cinema e Audiovisual da ESPM Rio.

Fonte: Brasil 247

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