PF prende líderes de grupo suspeito de desviar R$ 45 milhões da Caixa
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (18) a segunda fase da Operação Infiltrados, com o objetivo de prender integrantes apontados como líderes de uma organização criminosa suspeita de desviar cerca de R$ 45 milhões de correntistas e beneficiários da Caixa Econômica Federal.
Segundo a Polícia Federal, quatro mandados de prisão preventiva são cumpridos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os investigados são acusados de atuar em fraudes eletrônicas contra a Caixa e de tentar interferir no andamento das investigações e da ação penal.
De acordo com a PF, mesmo depois de serem alvo de mandados de busca e apreensão e de indiciamentos, integrantes do grupo teriam continuado agindo para dificultar o avanço das apurações. Entre as suspeitas estão a cooptação de servidores da Justiça Federal e ameaças contra investigadores.
A nova etapa da operação pretende atingir o núcleo de liderança da organização e impedir novas tentativas de interferência nas investigações.
As apurações tiveram início em uma fase anterior, denominada Operação Trampo. Na ocasião, a Polícia Federal identificou um esquema de subtração eletrônica de recursos que teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 45 milhões.
Segundo os investigadores, os valores pertenciam a correntistas e beneficiários da Caixa e teriam sido desviados mediante o acesso indevido a informações sigilosas.
Com o aprofundamento da investigação, a PF passou a apurar também a participação de servidores públicos e de outros suspeitos que supostamente auxiliavam o grupo no vazamento de informações privilegiadas e na tentativa de dificultar possíveis investigações.
A corporação afirma ainda que a organização criminosa contava com o apoio de pessoas ligadas à contravenção.
Os investigados já respondem por furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Com os novos elementos reunidos pela Polícia Federal, eles também poderão ser responsabilizados por obstrução violenta de Justiça e violação de sigilo funcional, além de outros crimes que eventualmente sejam identificados no decorrer das apurações.
Fonte: Brasil 247