PF indicia ex-dono da Reag por suspeita de lavar dinheiro ligado a Beto Louco

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – O empresário João Carlos Mansur, ex-dono da Reag, foi indiciado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa em uma investigação sobre irregularidades tributárias no setor de combustíveis relacionadas a Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco.

A investigação faz parte da Operação Quasar, conduzida pela PF em São Paulo, e tem relação com fatos apurados na Operação Carbono Oculto. Segundo o relatório da corporação que fundamentou o indiciamento, Mansur teria contribuído para colocar no sistema financeiro nacional recursos provenientes de sonegação fiscal ligados ao grupo econômico associado a Beto Louco.

A suspeita envolve a utilização de uma estrutura formada por contas e fundos de investimento para movimentar os recursos. Beto Louco é considerado foragido desde o ano passado e não era alvo do inquérito que resultou no indiciamento de Mansur. Além do ex-dono da Reag, outras 12 pessoas foram indiciadas no caso.

A Reag estava entre as maiores gestoras independentes do país, sem vínculo exclusivo com um único banco. Mansur deixou a presidência do Conselho de Administração da empresa em setembro de 2025, após a deflagração da Operação Carbono Oculto.

A investigação apurou a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) em atividades da economia formal e teve a Reag entre os principais alvos. Segundo a investigação, recursos provenientes de atividades criminosas teriam sido mantidos em fundos administrados pela empresa.

Mansur também é investigado no caso Master

Em janeiro deste ano, Mansur foi alvo de buscas na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master. Ele não foi preso e não está detido.

O empresário também firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). No acordo, segundo o jornal Folha de São Paulo, Mansur afirma que fundos de investimento administrados pela Reag teriam sido utilizados para ocultar pagamentos de propina feitos por Daniel Vorcaro, do Banco Master, a autoridades públicas.

A delação também apresenta relatos sobre irregularidades relacionadas aos fatos investigados em São Paulo. O acordo, porém, ainda aguarda validação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: Brasil 247

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