Petrobras fecha acordo de cooperação na área de petróleo em Moçambique
Por Agência Brasil — Carta Capital
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A presença na África é vista como uma retomada, após a venda de participações da empresa em países como Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia
A Petrobras anunciou nesta quarta-feira 23 que assinou um memorando de entendimento para cooperação estratégica na área de petróleo e gás em Moçambique, país da costa sudeste da África.
O acordo foi firmado na terça 22 com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, braço comercial do Estado moçambicano para a pesquisa, produção, processamento, comercialização e distribuição de petróleo e gás.
Entre os objetivos do documento, estão a atuação conjunta em estudos, avaliação, desenvolvimento e comercialização, além da troca de conhecimentos e de experiência técnica. O acordo é válido por dois anos, podendo ser prorrogado .
Moçambique, país de cerca de 30 milhões de habitantes, divide com o Brasil a herança de ter sido colônia de Portugal, o que explica os países terem o mesmo idioma.
De acordo com o Instituto Nacional de Petróleo de Moçambique, um órgão estatal, o país se destaca como reservatório de gás natural liquefeito (GNL).
Empresas estrangeiras já atuam no país, como a francesa TotalEnergies, a americana ExxonMobil e as chinesas China National Offshore Oil Corporation (Cnooc) e China National Petroleum Corporation (CNPC), além da Eni (Itália), Galp (Portugal) e Sasol (África do Sul).
O movimento desta semana e mais um passo da Petrobras para fortalecer a presença no continente africano.
A estatal opera na Costa do Marfim, Namíbia, São Tomé e Príncipe e África do Sul . Em agosto de 2026, a companhia iniciou negociação para blocos exploratórios em Gana, na costa oeste africana.
O movimento de presença na África é uma retomada . No começo dos anos 2000, a empresa chegou a ter atuação em países como Nigéria, Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia, participações que foram vendidas.
Além de Brasil e África, a Petrobras opera na Argentina, Bolívia, Colômbia e Estados Unidos.
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Fonte: Carta Capital