Peruca por R$ 10 mil: veja os gastos de R$ 20,9 milhões para Dark Horse, investigado pela PF

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Por Leonardo LucenaBrasil 247

247 – A produção de Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro, teve pelo menos R$ 20,9 milhões em despesas apenas no Brasil, de acordo com documentos da empresa GoUp que integram a investigação sobre o caso do Banco Master. Os registros mostraram R$ 1.426.897,51 em hospedagens, R$ 518,5 mil em figurino, R$ 375,9 mil com motoristas, vans e caminhões e outros gastos relacionados à estrutura das filmagens. O filme tem como diretor o estadunidense Cyrus Nowrasteh.

O valor de R$ 733,9 mil dos gastos com hotéis, cerca de 51% do total, estão associados à hospedagem do ator estadunidense Jim Caviezel, intérprete de Jair Bolsonaro. A produção também registrou R$ 10 mil pelo aluguel de uma peruca para Caviezel.

A produção gastou outros R$ 3 mil no aluguel de apliques para uma personagem. Outro lançamento registra R$ 5,5 mil para comprar perucas destinadas ao dublê de um dos personagens e um kit de dreadlocks.

Outros gastos

Os documentos ainda apontam R$ 402,7 mil na aquisição de veículos, distribuídos em quatro pagamentos, além de R$ 14 mil em estacionamento. A planilha de gastos reúne despesas com elenco, figurantes, equipe técnica, produção executiva, equipamentos, figurino, transporte, hotéis, segurança, fornecedores e custos operacionais.

A Polícia Federal analisa a produção cinematográfica dentro da investigação que busca esclarecer a destinação de recursos ligados ao caso Master.

Figurino custou R$ 518,5 mil

A área de figurino concentrou R$ 518,5 mil em despesas. A equipe responsável pelo setor recebeu R$ 210 mil em 26 pagamentos.

A produção também destinou R$ 157,5 mil à locação de peças e acervo, R$ 120 mil ao transporte desses itens e R$ 30,9 mil a serviços de costura, bordado e lavanderia.

Os comprovantes incluem ainda outros itens de caracterização utilizados durante as filmagens.

Motoristas, vans e caminhões somaram R$ 375,9 mil

A logística também aparece entre os principais centros de custo. Os documentos registram 81 pagamentos ligados a motoristas, vans e caminhões, que totalizaram R$ 375,9 mil.

A produção também realizou quatro pagamentos para adquirir veículos, no valor conjunto de R$ 402,7 mil. Outros 32 lançamentos relacionados a estacionamento chegaram a R$ 14 mil.

Fonte: Brasil 247

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