Patrimônio declarado por parlamentares do DF dispara desde a última eleição
Por Kennedy Cruz — Brasil de Fato
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O patrimônio declarado por parlamentares do Distrito Federal que disputam as eleições de 2026 apresenta diferenças em relação aos valores informados em 2022. Levantamento do Brasil de Fato DF, com base nos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que Fred Linhares (Republicanos) passou de R$ 10 mil em bens declarados há quatro anos para R$ 6,23 milhões neste ano. O montante equivale a um aumento de mais de 62 mil% em relação ao valor informado anteriormente.
A declaração de Linhares é a que apresenta a maior variação percentual entre os 32 parlamentares com mandato analisados. O levantamento considera os atuais deputados federais e distritais do DF que estão na disputa eleitoral deste ano, seja pela manutenção do mandato, seja por outro cargo.
Outro caso é o de Joaquim Roriz Neto (PL). O deputado distrital declarou R$ 1,92 milhão em bens neste ano, contra R$ 180 mil em 2022. A diferença é de aproximadamente R$ 1,75 milhão. Robério Negreiros (Podemos) também aparece entre os parlamentares com maior aumento. O valor declarado passou de R$ 1,34 milhão em 2022 para R$ 3,14 milhões em 2026, uma diferença de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
Daniel Donizet (MDB), que neste ano deixou a disputa por uma vaga na Câmara Legislativa (CLDF) e concorre a deputado federal, mais que dobrou o valor informado à Justiça Eleitoral. Os bens declarados passaram de R$ 818 mil em 2022 para R$ 1,77 milhão neste ano.
O Brasil de Fato DF procurou as assessorias de Fred Linhares, Joaquim Roriz Neto, Robério Negreiros e Daniel Donizet, que acumularam os maiores aumentos patrimoniais entre as eleições. O espaço segue aberto para um posicionamento.
Hermeto (MDB) também aumentou o valor declarado, de R$ 1,28 milhão em 2022 para R$ 2,18 milhões em 2026. Max Maciel (Psol) passou de R$ 64,7 mil para R$ 296,1 mil, enquanto Fábio Felix (Psol), que também disputa uma vaga de deputado federal, declarou R$ 204,9 mil, contra R$ 111,7 mil quatro anos antes.
Wellington Luiz (MDB) informou R$ 6,49 milhões em bens neste ano, contra R$ 5,12 milhões em 2022. A diferença chega a R$ 1,37 milhão. Paula Belmonte (PSDB), que neste ano disputa o Governo do Distrito Federal (GDF), apresentou o maior patrimônio declarado entre os parlamentares analisados. A candidata informou R$ 10,84 milhões em bens em 2026, contra R$ 8,59 milhões em 2022. O aumento foi de aproximadamente R$ 2,25 milhões.
A trajetória de crescimento também aparece em Ricardo Vale (PT), que passou de R$ 608,9 mil em 2022 para R$ 1,17 milhão neste ano. Reginaldo Veras (PV) foi de R$ 594,4 mil para R$ 912,9 mil. Pepa (PP) passou de R$ 247,6 mil para R$ 537,9 mil, enquanto Jorge Vianna (Democrata) aumentou os bens declarados de R$ 880 mil para R$ 1,15 milhão.
João Cardoso (PL) também apresentou crescimento, de R$ 178,7 mil para R$ 421,6 mil. Thiago Manzoni (PL), que disputa neste ano uma vaga de deputado federal, passou de R$ 378,4 mil em 2022 para R$ 496,2 mil em 2026. Dayse Amarilio (PSB), por sua vez, declarou R$ 735,4 mil neste ano, contra R$ 526,7 mil em 2022.
Júlio César (Republicanos) saiu de uma declaração sem bens em 2022 para R$ 338,9 mil neste ano. Doutora Jane (Republicanos) também não havia declarado bens e informou R$ 276 mil neste ano.
Rafael Prudente (MDB) declarou R$ 2,48 milhões em 2026, abaixo dos R$ 2,74 milhões informados em 2022. Bia Kicis (PL), que neste ano concorre ao Senado, passou de R$ 1,69 milhão para R$ 1,33 milhão. Iolando (MDB) reduziu o valor declarado de R$ 713 mil para R$ 523,3 mil.
Chico Vigilante (PT) também informou menos bens neste ano: R$ 304,6 mil, contra R$ 526,7 mil em 2022. Jaqueline Silva (MDB) passou de R$ 1,37 milhão para R$ 1,21 milhão. Roosevelt Vilela (PL) registrou uma redução menor, de R$ 1,99 milhão para R$ 1,94 milhão. Pastor Daniel de Castro (PP) declarou R$ 479,6 mil, contra R$ 393,6 mil em 2022. Eduardo Pedrosa (União Brasil) teve uma variação menor, de R$ 2,8 milhões para R$ 3,01 milhões.
Entre os deputados federais, Erika Kokay (PT), que disputa uma vaga no Senado, declarou R$ 483,9 mil em 2026, contra R$ 406 mil em 2022. Alberto Fraga (PL) informou R$ 4,95 milhões, valor pouco acima dos R$ 4,84 milhões registrados quatro anos antes.
Rodrigo Rollemberg (PSB) e Gilvam Máximo (Republicanos) estão novamente na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados após a mudança no resultado das eleições de 2022. Naquele ano, Gilvam foi eleito inicialmente, mas a retotalização dos votos do DF, determinada após decisões do STF sobre a distribuição das sobras eleitorais, levou a Justiça Eleitoral a reconhecer Rollemberg como eleito. O TRE-DF diplomou Rollemberg em junho de 2025, com base na nova totalização.
Rollemberg declarou R$ 3.043.321,61 em bens em 2026, praticamente o mesmo valor informado em 2022, de R$ 3.038.835,27. Já Gilvam Máximo informou R$ 490.100,07 neste ano, também próximo dos R$ 490.050 declarados em 2022.
O deputado distrital Martins Machado (Republicanos) é o único dos nomes analisados que novamente não declarou bens. A situação se repete nas declarações de 2022. Rogério Morro da Cruz (PSD) passou de R$ 2.154,50 declarados em 2022 para R$ 158,9 mil neste ano.
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Fonte: Brasil de Fato