Partido do  Trabalho da Coreia completa 81 anos à frente da construção do socialismo

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

Por Diego Grossi (*) – Por ocasião do 81º aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Coreia (PTC), o Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil (CEIJ-BR) organizou, no último 10 de outubro, uma conferência internacional online reunindo quase duas dezenas de partidos políticos, organizações revolucionárias e entidades de amizade e solidariedade com a República Popular Democrática da Coreia (RPDC).  

O fórum “81 Anos do Partido do Trabalho da Coreia: Independência, Soberania e Socialismo” contou com intervenções síncronas e assíncronas, que abordaram a trajetória histórica do Partido do Trabalho da Coreia, seu papel na construção socialista, a defesa da independência e da soberania nacional e a importância do fortalecimento da solidariedade internacional com a RPDC como parte da atual luta anti-imperialista e anticolonialista.

Representando o Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil, organização anfitriã, Gabriel Martinez, que já visitou a Coreia socialista oito vezes, destacou o papel do PTC na luta pelo socialismo em todo o mundo: “na década de 1990, no contexto de crise do socialismo no Leste Europeu […], os coreanos, liderados por Kim Il Sung e Kim Jong Il, convocam uma conferência de partidos comunistas e socialistas em Pyongyang, que vai aprovar a ‘Declaração de Pyongyang’, a primeira declaração do movimento comunista internacional depois da dissolução da União Soviética; justamente para mostrar para o mundo que a crise do socialismo e a derrota do socialismo na URSS não significava o fim da luta pelo socialismo e pelo comunismo, mas sim um fenômeno temporário. […] Atualmente, liderada pelo companheiro Kim Jong Um, a Coreia segue avançando na construção socialista, colocando e implementando metas ainda mais ousadas e se consolidando como uma potência política, ideológica e defensiva”. 

José Reinaldo Carvalho, presidente do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ), destacou, entre diversos elementos, o exemplo do PTC na construção de uma alternativa revolucionária por meio do tão necessário e atual combate ao oportunismo – um dos segredos para o sucesso da experiência norte-coreana: “a experiência coreana nos ensinou, de forma eloquente, que quando o povo é guiado por uma vanguarda revolucionária, de princípios e inabalável, a soberania nacional torna-se invencível”.

Antônio Carlos Silva, histórico dirigente sindical brasileiro, vice-presidente do Partido da Causa Operária (PCO) e então candidato à vice-presidência da república pelo mesmo partido, lembrou como a própria construção do armamento atômico se alinha à essa luta contra o oportunismo e contra o imperialismo: “com a revolução, [houve] a correta construção da defesa [para o] enfrentamento do imperialismo, incluindo o armamento nuclear como peça fundamental na manutenção do Estado operário mesmo após a dissolução da antiga União Soviética e a capitulação de muitas direções, que estiveram à frente de Estados operários, diante do imperialismo”. A solidariedade dos norte-coreanos aos povos irmãos, como no atual suporte à Rússia no enfrentamento ao fascismo e nos anteriores apoios às revoluções armadas anticoloniais na África e na Ásia, foram saudados em sua fala.

Rosanita Campos, presidente do Instituto de Amizade Brasil-Coreia e dirigente do Partido Comunista do Brasil, pontuou a importância do momento: “me sinto feliz em homenagear o PTC, nosso partido irmão, esse grande partido fundado por Kim Il Sung, hoje dirigido por Kim Jong Un”. Rosanita, que conheceu pessoalmente Kim Il Sung, é uma das maiores especialistas do Brasil no tema; também já tendo visitado o país asiático diversas vezes.

Zheng Yutong, presidente do Grupo Internacional de Solidariedade com a RPDC, destacou o papel do PTC em oito décadas de existência por liderar “o povo da RPDC na defesa da independência, autossuficiência, unidade e trabalho duro; explorando e avançando no caminho do socialismo e na realização de novos progressos no desenvolvimento econômico e social e na melhoria no sustento do povo”. 

Miruna Pandele, vice-presidente do Partido Socialista Romeno, presidente da Associação de Amizade Romênia-Coreia e rmembro do Grupo Internacional de Solidariedade com a RPDC também enviou uma mensagem ao evento: “neste aniversário de fundação do Partido do Trabalho da Coreia gostaria de enviar todos os meus melhores votos e dizer que estamos muito orgulhosos de trabalhar junto a um dos melhores países do mundo; um país que se opôs ao imperialismo e que sofreu inúmeras agressões do mundo ocidental, mas que ainda consegue prosperar e mostrar ao mundo inteiro que um modelo baseado na igualdade e na ideologia Juche é possível”. 

Na mesma direção, Ashok Subedi, secretário-geral do Partido Comunista Socialista do Nepal, apontou que “o 81º aniversário da fundação do Partido do Trabalho da Coreia é um momento de alegria e orgulho não apenas para os coreanos, mas também para todos os povos do mundo que apoiam o socialismo e se opõem ao imperialismo. Tendo como base o Manifesto Comunista, escrito por Marx e Engels, sob o calor do socialismo russo e em meio ao ímpeto da revolução democrática popular chinesa, o povo coreano, sob a liderança do Presidente Kim Il Sung, derrotou os imperialismos japonês e norte-americano e hasteou na Coreia a bandeira vermelha da República Popular”, se somando às diversas intervenções que lembraram da importância da experiência coreana como exemplo de combate ao oportunismo, ao revisionismo e ao reformismo.

Diretamente da Coreia Popular, a Secretaria da Associação dos Cientistas Sociais da Coreia enviou “calorosas felicitações ao fórum” que “constituirá um grande apoio e incentivo ao povo coreano, que, sob a liderança do respeitado camarada Kim Jong Un, Secretário-Geral do Partido do Trabalho da Coreia, prossegue firmemente erguendo a bandeira do socialismo”; sendo este evento “uma importante oportunidade para impulsionar a justa luta de todos os povos progressistas que aspiram à independência do mundo, bem como as atividades de estudo e divulgação da Ideia Juche”.

As instituições da América Latina, da Ásia e da Europa que se fizeram presentes com mensagens e intervenções foram o Centro de Estudos da Ideia Juche – Brasil (CEIJ-BR), o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (CEBRAPAZ), o Instituto de Amizade Brasil-Coreia, a Liga Comunista Brasileira (LCB), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido da Causa Operária (PCO), o Núcleo do Partido dos Trabalhadores (PT) na China, a Associação Coreana de Cientistas Sociais (ACCS) – RPDC, a Associação de Amizade Romênia-Coreia, o Grupo de Bangladesh para o Estudo do Kimilsungismo-Kimjongilismo, o Grupo Internacional de Solidariedade com a RPDC, o Partido Comunista da Bélgica, o Partido Comunista da Grã-Bretanha (Marxista-Leninista) (CPGB-ML), o Partido Comunista Socialista do Nepal, a Plataforma Mundial Anti-Imperialista, o Partido Socialista Romeno e a União de Luta (Mücadele Birliği) – Turquia.

O evento pode ser assistido no Youtube <https://youtu.be/URYQo-er7FU?si=pRp0lakvOxFPc5oX> e também se encontra disponível no site do CEIJ-BR <https://ceijbr.org>.

(*) Membro do CEIJ-BR

Fonte: Brasil 247

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