Para eventual 2º turno, campanha de Lula vai em busca de Cury e lideranças de PSD e MDB
Por José Reinaldo — Brasil 247
247 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha para conquistar o apoio de Augusto Cury (Avante) e de lideranças do PSD e do MDB em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a articulação inclui contatos com o escritor e a busca por adesões de governadores para ampliar a base política do petista na etapa decisiva da eleição.
O movimento considera a expectativa, entre aliados do presidente, de que Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) anunciem apoio a Flávio em menos de 24 horas após o primeiro turno. De acordo com o Painel, a avaliação na campanha é que será necessário responder rapidamente a essas possíveis declarações de voto.
Para mobilizar sua base, Lula articula uma reunião com congressistas e governadores aliados na segunda-feira (5) ou na terça-feira (6). O encontro integra os preparativos para a negociação de apoios caso a disputa presidencial avance para uma segunda rodada.
Emissários do presidente já procuraram Cury. O escritor, que no passado chegou a atuar como uma espécie de conselheiro de Marina Silva, é considerado um dos interlocutores prioritários nessa estratégia.
A aproximação também conta com um canal em Minas Gerais: petistas do estado mantêm boa relação com o ex-deputado Júlio Delgado, candidato a vice na chapa de Cury. Essa interlocução faz parte dos caminhos disponíveis para as conversas com o candidato do Avante.
Governadores estão no centro das negociações
No PSD, os principais nomes procurados pela campanha são os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Raquel Lyra, de Pernambuco. A intenção é obter adesões dentro da legenda, que tem Caiado como candidato à Presidência.
Parte dos aliados de Lula também considera possível conquistar o apoio do governador do Paraná, Ratinho Jr., e do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, candidato a vice de Caiado. Para esses interlocutores, assegurar a neutralidade dos dois também seria um resultado viável.
No MDB, a campanha identifica como possíveis apoiadores os governadores Ricardo Ferraço, do Espírito Santo, e Daniel Vilela, de Goiás. Ambos enfrentam adversários bolsonaristas nas disputas estaduais, circunstância considerada nas avaliações sobre uma eventual aproximação.
As negociações, entretanto, ainda dependem do resultado das urnas. A votação de Lula no primeiro turno será determinante para a disposição dessas lideranças de aderir à candidatura do presidente.
Segundo um integrante da campanha ouvido pelo Painel, quanto mais próximo Lula ficar dos 50% dos votos, maior será a facilidade para negociar com dirigentes partidários descritos como “pragmáticas” pela fonte, em referência às lideranças consideradas mais abertas a acordos.
Fonte: Brasil 247