Para 43,8%, bolsonaristas são os principais envolvidos no escândalo Master

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Por Guilherme LevoratoBrasil 247

247 – A percepção do eleitorado brasileiro sobre as responsabilidades no escândalo de fraudes financeiras do Banco Master revela um cenário de forte polarização política no país. Segundo levantamento nacional realizado pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, 43,8% dos entrevistados acreditam que os aliados de Jair Bolsonaro (PL) são os principais envolvidos no esquema. Por outro lado, 43,4% das pessoas consultadas avaliam que a maior parcela de responsabilidade recai sobre aliados do presidente Lula (PT).

O levantamento traz ainda outros recortes sobre a apuração do caso: 10.6% dos entrevistados consideram que todos os grupos políticos estão igualmente implicados nas irregularidades do Banco Master. Uma parcela menor, correspondente a 1,6%, aponta o centrão como o principal envolvido, enquanto 0,6% declararam não saber responder.

A evolução temporal dos dados reflete uma mudança na visão da sociedade ao longo dos meses. Em março de 2026, 39,5% dos entrevistados atribuíam a responsabilidade principal aos aliados de Lula, ao passo que 28,3% apontavam os aliados de Bolsonaro. O percentual dos que viam todos os grupos igualmente envolvidos era de 14,6% naquele período.

A divisão de opiniões reflete diretamente a polarização política entre os eleitores. Entre os entrevistados que se identificam como “esquerda lulista”, 96,4% afirmam que os principais envolvidos são os aliados de Bolsonaro. Já entre os que se declaram da “direita bolsonarista”, 95,5% atribuem o envolvimento no caso aos aliados do governo Lula. Entre os eleitores considerados independentes, 45,2% veem maior responsabilidade no grupo bolsonarista, 29% nos aliados lulistas e 22,8% avaliam que todos estão igualmente implicados.

O levantamento Atlas/Bloomberg ouviu 5.015 respondentes entre os dias 17 e 22 de setembro de 2026, utilizando a metodologia de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR) . A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95% . O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04739/2026 .

Fonte: Brasil 247

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