Papo de Valor #21: apesar dos juros, o mercado imobiliário avança. Até quando?
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Publicado em 19 de Setembro de 2026 às 03:00
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Muito embora as taxas de juros estejam muito elevadas, até para os padrões brasileiros, há muito tempo, o mercado imobiliário segue caminhando no Espírito Santo. Estamos nos mais elevados níveis de unidades em construção dos últimos anos: quase 20 mil na Grande Vitória. Este é o copo meio cheio. O meio vazio é que a situação poderia estar bem melhor. Estamos nos mais elevados níveis de unidades em construção, é verdade, mas ainda estamos na metade da produção alcançada no início da década passada, algo perto de 40 mil imóveis em construção.
O que está havendo? O que atrapalha? O que ajuda? O que precisamos fazer para melhorar? Este é tema do Papo de Valor #21, videocast da coluna. Paulo Henrique Correa, sócio da Valor Investimentos, e Leandro Lorenzon, vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Espírito Santo e sócio da incorporadora iUrban, são os convidados. “O Brasil sofre cronicamente com juros altos porque as contas públicas não passam credibilidade. Temos déficits seguidos, ou seja, gastamos mais do que arrecadamos, há alguns anos. Para dar conta disso, o governo vai ao mercado e pega dinheiro emprestado, a questão é que quem empresta, ao analisar os rumos das contas e não enxergar uma solução, cobra um juro maior por isso. Precisamos resolver essa questão para permitir que os juros caiam”, pondera Correa.
Mas o que explica um mercado ainda relativamente bem diante deste cenário? “Temos algumas explicações. O Espírito Santo é um Estado, na média, mais organizado que o Brasil, isso já ajuda bastante. Temos, ainda, investimentos relevantes saindo do papel, como em Aracruz, o que também ajuda. Olhando para o macro, os subsídios do Minha Casa Minha Vida (programa habitacional do governo) seguram o mercado mais econômico e os imóveis de alto padrão, muito fortes em Vitória, não dependem da taxa de juros. O que estamos vendo é a classe média, que depende de financiamento, ficando espremida”, assinala Lorenzon.
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Abdo Filho
Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.
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