Os 10 aliados mais nojentos de Flavio Bolsonaro e porque combatê-los com a força da nossa classe nas ruas!
Por Kassandra Andrade de Sousa — Esquerda Diário

Com o fim do 1° turno dessas eleições uma legião de figuras nojentas da extrema-direita conformou o congresso mais reacionário da história, com o PL se consolidando como o partido mais sólido da direita ao alcançar a maior bancada partidária desde a redemocratização. São diversos os nomes que buscam entregar o Brasil de mãos beijadas para o imperialismo e forçar a classe trabalhadora ao trabalho compulsório 7×0 por 16 horas ao dia sem direitos básicos. A extrema-direita dirigida pelos amiguinhos de Flávio Bolsonaro como Nikolas Ferreira, Lucas Pavanatto, Tarcísio de Freitas levam a frente um ódio visceral contra os negros, as mulheres e pessoas trans, saindo às ruas com chicotes e coroas de flores nazistas para intimidar a juventude e os trabalhadores.
Por isso, a classe trabalhadora precisa se colocar em cena por nenhum voto em Flávio Bolsonaro! Contra toda ingerência imperialista no nosso país e na América Latina e contra a desprezível direita entreguista, cachorrinha de Trump e do Vorcaro! Elencamos aqui 10 figuras nojentas dessa direita não cansam de nos atacar, e chamamos as centrais sindicais como a CUT e CTB e a UNE a organizarem desde cada local de estudo e trabalho fortes mobilizações contra Flávio Bolsonaro e pelo fim imediato da 6×1 sem confiança nesse senado!
1. Tarcísio de Freitas
O primeiro mandato de Tarcísio em São Paulo foi marcado por uma série de tragédias causadas diretamente pela sua política privatista, como a explosão de uma obra da Sabesp que destruiu diversas casas e matou duas pessoas no Jaguaré, Zona Norte da capital. Na linha 5 um passageiro morreu preso entre as portas da plataforma e do metrô. Na linha 9 um homem foi eletrocutado por uma falha elétrica no trem e também faleceu. Seu governo também elencou a educação como inimiga de primeira ordem: só este ano Tarcísio e seu secretário de educação Renato Feder demitiram 40 mil professores da rede estadual, e avançam na perseguição de professores, militarização das escolas, fechamento de salas e investimento milionários em empresas privadas de ensino, transformando a escola pública numa formação de jovens para os trabalhos mais precários, terceirizados e uberizados, sem direitos trabalhistas e “disciplinados” pela violência racista e sexista de policiais armados.
2. Guilherme Derrite
Agora eleito senador pelo PP, Derrite é um filhote da ditadura militar, defensor até o último fio de cabelo da brutalidade policial contra as populações periféricas e negras. Foi expulso da ROTA, batalhão da Polícia Militar de São Paulo criada em 1970 pela ditadura para massacrar a juventude negra por “excesso de mortes em operações”. Como secretário de segurança de Tarcísio, Derrite comandou as operações Escudo e Verão na Baixada Santista, assassinando mais de 90 pessoas em poucos meses, elevando exponencialmente o número de pessoas negras assassinadas em São Paulo, Junto com Tarcísio, garantiu aumentos recordes para as polícias, contratou mais de 15 mil novos agentes e gastou R$440 milhões em bonificações para 80 mil policiais enquanto saúde e educação seguem sufocados com demissões e cortes de orçamento.
3. Nikolas Ferreira
Nikolas é um dos amiguinhos íntimos do “Dani” (Daniel Vorcaro), acostumado a viajar nos aviões particulares do banqueiro para fazer suas campanhas de ódio contra as pessoas trans. Esse fascistinha anti trans se acostumou a dar verdadeiros shows na Câmara, insultando diversas vezes Erika Hilton e Duda Salabert e votou contra o fim da 6×1 enquanto “trabalha” apenas 3 dias na semana. Nikolas chegou ao primeiro mandato mesclando um delirante discurso contra a “ideologia de gênero” que na prática força crianças vítimas de estupro a levarem a frente gravidezes de risco e atacando entidades estudantis em Minas, colocando-se como a “ala jovem” da extrema-direita que odeia a juventude. Em meio a diversas enchentes devastadoras em Minas Gerais como a que matou mais de 45 pessoas em Juíz de Fora e Ubá em fevereiro, esse filhotinho de Bolsonaro não moveu um dedo para garantir a segurança das milhares de vítimas das fatalidades, atuando em favor das grandes mineradoras que deixam um longo rastro de mortes em Minas.
4. Lucas Pavanato
Eleito deputado federal este ano, Pavanato fez sua “carreira” como provocadorzinho do MBL, ganhando visibilidade atacando os direitos reprodutivos e as pessoas LGBTQIAP+. Essa cópia paulista de Nikolas Ferreira compartilha com seu gêmeo o apadrinhamento do agronegócio e do mercado financeiro. Durante a forte greve da educação municipal de São Paulo em 2025 que se enfrentava com a ridícula proposta de 2% de reajuste para os professores, Pavanato, então vereador da cidade, chamou os professores de “vagabundos” depois de votar um reajuste de 37% no próprio salário, Recentemente ele também viralizou bastante nas redes sendo humilhado pela Travesti Comunista por ser um transfóbico anti ciência, inimigo das mulheres.
(corte da Vir)
5. André Mendonça
Mendonça é o ministro “terrivelmente evangélico” indicado por Bolsonaro que agora atua para blindar a campanha do filho 01 de Bolsonaro, usando seus poderes bonapartistas e autoritários para fazer vazamentos seletivos e garantir a completa imobilidade das investigações do Caso Master e do seu desdobramento no Dark Horse, que comprovadamente envolve Flávio. Antes de chegar ao STF, Mendonça foi escolhido como ministro da justiça de Bolsonaro para conter a crise que se abriu com a saída de Moro do governo, cumprindo o papel de proteger o clã Bolsonaro. Depois dos vazamento de Moraes sobre o caso Master, Mendonça imediatamente afastou Andrei Rodrigues do comando da polícia federal, atendendo o interesse da extrema-direita. A crise do banco Master escancara toda a degradação do regime brasileiro e evidencia para toda a população que o STF, elencado como “bastião da democracia contra o bolsonarismo” pela Frente Ampla está envolvido até o pescoço com os banqueiros e atua para defender os interesses da burguesia.
6. Alvaro Dias
Derrotado nas eleições para governador no Rio Grande do Norte, Álvaro Dias é uma das grandes figuras do bolsonarismo no nordeste, atuando pela devastação ambiental e pela expansão do trabalho precarizado no setor de turismo. Enquanto prefeito de Natal, Dias travou um forte combate contra o Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Meio Ambiente (Idema), afirmando que o instituto “dificulta” a vida dos “empreendedores”, defendendo a flexibilização ambiental em nome dos lucros do setor privado. Seu governo ficou marcado pela desastrosa engorda da praia de Ponta Negra, atropelando a fiscalização. Dias convocou um ato reacionário na frente do Idema que chegou a agredir estagiários para garantir todo o licenciamento necessário para o consórcio privado que efetivou a obra. O legado dessa empreitada foi um gasto milionário e uma praia que alaga nas chuvas e forma um rio podre entre a orla e o mar fruto do negacionismo típico da direita, destruindo a paisagem local, o ecossistema e a economia local de pesca.
7. Pedro Sang
Sang é mais um dos principais operadores empresariais que orbitam a candidatura de Flávio Bolsonaro, atuando para alinhar a extrema-direita com os interesses de Trump. Apresentado em documentos como CEO da Rockbridge Brasil, braço de uma rede conservadora dos Estados Unidos co-fundada pelo vice-presidente J.D. Vance, manteve um escritório em São Paulo onde, segundo a Folha, participou de diversas reuniões com políticos e empresários e elaborou relatórios de monitoramento das redes sociais e das pesquisas eleitorais. Sang é o grande articulador dos interesses de Trump e dos bilionários americanos, garantindo que o programa político de Flávio defenda abertamente a entrega das terras raras e as privatizações. Sang já declarou que já esteve com Flávio dezenas de vezes e que ele tem toda a disposição de incluir os interesses dos EUA no seu programa, chegando a declarar que, caso eleito, fará um governo de transição com agentes imperialistas para garantir os interesses estratégicos dos EUA nos setores de tecnologia, energia e mineração. Sang entende que “o Brasil é o melhor ativo geopolítico para os Estados Unidos”, Por trás do discurso patriótico desses entreguistas, está a disposição de colocar os recursos naturais, a infraestrutura e o futuro da classe trabalhadora brasileira a serviço dos interesses de bilionários e da estratégia imperialista dos Estados Unidos.
8. Júlia Zanatta
Uma das mais repugnantes figuras da bancada feminina da extrema-direita, Júlia Zanatta celebrou sua eleição como deputada federal indo às ruas de Santa Catarina com um chicote na mão, gesto tão ingênuo quanto sua tradicional coroa de flores, símbolo das garotas da Juventude Hitlerista. O uso de um instrumento histórico de violência contra pessoas negras escravizadas e a reivindicação de símbolos nazistas demonstra claramente o recado que a extrema-direita quer dar nessas eleições: enquanto 70% da população apoia o fim da 6×1 eles querem retomar o passado escravista e o regime fascista alemão para aumentar cada vez mais a violência de Estado e o trabalho precarizado.
9. João Dória
Doria ressurgiu das cinzas em que se meteu depois da profunda crise do PSDB para organizar um grande almoço entre a equipe de campanha de Flávio e o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), organização patronal que ele fundou em 2003. 400 grandes ruralistas e empresários da indústria, tecnologia e serviços vão se encontrar com Flávio para dedicar toda sua devoção à extrema-direita surpreendendo um total de 0 pessoas. Antes de desaparecer do cenário político, Doria foi o governador dos ataques brutais à educação e da perseguição ao sindicato de metroviários de São Paulo. Além disso, foi um grande apoiador do golpe institucional arquitetado pela extrema-direita, judiciário e o imperialismo.
10. Marcelo Van Hatten
Eleito senador neste ano, Van Hatten pertence ao mesmo setor racista e anti operário de Zanatta no sul, tendo votado a favor da Reforma Trabalhista que aprofundou a precarização do trabalho abrindo espaço para a pejotização, aumento da jornada de trabalho, ataque ao salário mínimo e FGTS entre outras pioras nas condições de trabalho. Suas posições são tão retrógradas que chegam no nível de reivindicar a monarquia para defender o fim da Justiça do Trabalho em nome de “reduzir o Estado”, discurso que mascara os bilhões de investimentos públicos no agro com o Plano Safra, no mercado financeiro e no setor de tecnologia.
Foto: elaboração própria
Fonte: Esquerda Diário