O verde que envenenou o século XIX: a história dos pigmentos com arsênio que chegaram até as paredes das casas
No final do século XVIII, o químico sueco Carl Wilhelm Scheele criou o verde de Scheele, um pigmento inovador que combinava óxido de cobre e trióxido de arsênio, resultando em um verde intenso e acessível. Essa nova cor rapidamente se popularizou em diversos produtos, como tecidos, papéis de parede e brinquedos, devido à sua luminosidade superior em comparação com pigmentos naturais. No entanto, sua composição tóxica, rica em arsênio, levantou preocupações sobre os riscos à saúde. Com o tempo, surgiu uma alternativa, o verde de Paris, que também continha arsênio, mas era mais estável, consolidando-se como uma opção comum em decorações e produtos do cotidiano, apesar dos perigos associados.
Fonte: eldiario.es – eldiario.es