O preço político de regionalizar a saúde
Em um recente programa de formação de lideranças, quatro comitês estaduais de saúde simularam a escolha de um município para receber um hospital regional, enfrentando um cenário de orçamento limitado e disputas políticas. Embora os gestores já possuam conhecimento técnico sobre a regionalização da saúde, o verdadeiro obstáculo reside na disposição de lidar com o desgaste político que essa reorganização exige. A fragmentação das agendas políticas entre prefeitos e a falta de coordenação entre os diferentes níveis de governo dificultam a implementação efetiva do Sistema Único de Saúde (SUS), que, apesar de ter a regionalização como princípio, ainda carece de mecanismos que promovam a cooperação entre estados e municípios.
Fonte: JOTA