‘O futuro de Flávio Bolsonaro é a prisão’, dispara Lindbergh (vídeo)

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Por Leonardo Lucena — Brasil 247

247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou nesta terça-feira (29) que o presidenciável da extrema direita brasileira, Flávio Bolsonaro (PL), será preso. Em postagem publicada nesta rede social X, o petista criticou a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, apontado pela Polícia Federal como “verdadeiro hub financeiro” de investigados pela Máfia do INSS. 

“Flávio Bolsonaro está envolvido até o último fio de cabelo com essa máfia das bets. O Willer Tomaz, aquele advogado, sócio dele, compadre, operador financeiro. Ele gastou 5 bilhões em 2025 em apostas em bets. Só numa empresa Blaze. O nome disso é lavagem de dinheiro”, disse Lindbergh em vídeo. 

O advogado Willer Tomaz entrou na Justiça contra a Blaze para buscar a recuperação de R$ 163 milhões que afirma ter perdido em apostas online. Ao longo de 2025, ele teria feito quase R$ 5 bilhões em apostas e registrado cerca de R$ 10 bilhões em movimentações entre ganhos e perdas somente na plataforma. 

Em 19 de janeiro, Flávio Bolsonaro retornou dos Estados Unidos para o Brasil em um jatinho administrado por uma empresa de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. 

Em 2022, no governo de Jair Bolsonaro, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) alterou normas do crédito consignado e criou condições para o surgimento do Credcesta, modalidade que ajudou o Banco Master, de Vorcaro, a ampliar suas operações. Vorcaro foi preso sob suspeita de envolvimento em organização criminosa e gestão fraudulenta.

Uma das mudanças ocorreu somente 16 dias após o instituto receber um ofício enviado pelo Master, no qual a instituição demonstrava interesse em atuar com o cartão. Segundo matéria publicada em 4 de abril de 2026 pelo jornal Folha de S.Paulo, as novas regras foram determinantes para o crescimento do banco, alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal desde novembro de 2025.

A partir do Credcesta, o Master passou a atuar em 24 estados e 176 municípios. O número de contratos cresceu de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024. A modalidade alcançou servidores públicos estaduais e municipais, aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Documentos relacionados ao Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o INSS e o Master indicam que as mudanças adotadas em 2022, sem informações detalhadas sobre o funcionamento da operação, possibilitaram o início quase imediato do Credcesta. Conforme atual gestão do INSS, a modalidade avançou de forma irregular. O acordo ficou vigente entre 2020 e 2025 e não recebeu renovação após o surgimento de suspeitas de fraudes envolvendo carteiras do Master.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o Banco Master sempre cumpriu as regras e os procedimentos estabelecidos pelo INSS para operações de crédito consignado, “incluindo os requisitos de formalização, identificação do contratante e comprovação de consentimento”.

Fonte: Brasil 247

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