Nordeste goiano reduz área queimada pela metade em 2026; Goiás registra queda de 27%

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Por Cilas GontijoJornal Opção

Nordeste goiano reduz área queimada pela metade em 2026; Goiás registra queda de 27%

A área atingida por queimadas nos municípios do Nordeste goiano caiu praticamente pela metade em 2026. Entre janeiro e agosto, foram registrados 70.868 hectares queimados, contra 143.416 hectares no mesmo período de 2025, o que representa uma redução de aproximadamente 50,6%.

O resultado regional é superior à redução observada em todo o estado. Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) apontam que Goiás registrou 191,1 mil hectares de vegetação consumidos pelo fogo nos oito primeiros meses deste ano, ante 261,8 mil hectares no mesmo intervalo de 2025 — queda de 27%.

Os números mostram ainda que o volume registrado neste ano está 23,4% abaixo da média histórica de janeiro a agosto, calculada a partir dos resultados de 2013 a 2025. Nesse período, a média é de aproximadamente 249,3 mil hectares queimados no estado.

Queda no Nordeste goiano

No Nordeste de Goiás, a redução ocorreu mesmo com alguns municípios registrando aumento expressivo da área queimada.

São Domingos, por exemplo, passou de 6.804 hectares em 2025 para 17.010 hectares neste ano. Flores de Goiás também apresentou aumento, de 6.594 para 9.366 hectares. Em Cavalcante, a área queimada permaneceu praticamente estável, passando de 19.530 para 19.614 hectares.

Por outro lado, municípios que concentraram grandes áreas atingidas em 2025 apresentaram quedas significativas. Nova Roma caiu de 12.628 para 3.528 hectares, redução de aproximadamente 72%. Em Monte Alegre de Goiás, o número passou de 7.113 para 3.066 hectares, enquanto Alto Paraíso de Goiás registrou redução de 5.894 para 5.194 hectares.

Campos Belos, que havia registrado 9.926 hectares em 2025, aparece sem área queimada no levantamento de 2026. Mambaí também passou de 546 hectares para zero.

Em sentido contrário, São João d’Aliança mais que dobrou a área atingida, saindo de 1.512 para 3.668 hectares. Teresina de Goiás passou de 378 para 1.008 hectares, e Colinas do Sul, de 756 para 994 hectares.

Redução chega a 33,78% com dados de setembro

Quando considerados dados mais recentes, até 3 de setembro, a redução estadual é ainda maior. Goiás acumula queda de 33,78% na área queimada em relação ao mesmo período de 2025.

A secretária estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, atribui o resultado ao conjunto de ações de prevenção e combate realizado em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar e demais instituições que integram o Comitê Estadual de Gestão de Incêndios Florestais (Cegif).

“A Semad e o Corpo de Bombeiros Militar estão em sintonia cada vez maior na missão de proteger o Cerrado das queimadas, com apoio de órgãos que estão conosco no Comitê Estadual de Gestão de Incêndios Florestais”, afirmou.

Entre as medidas adotadas estão monitoramento por satélite, atuação da Sala de Situação, abertura de aceiros preventivos, manejo integrado do fogo, fiscalização, orientação a produtores rurais e reforço das equipes responsáveis pela primeira resposta aos incêndios.

Brigadistas atuam no Nordeste de Goiás

Segundo Vulcanis, 2026 também marca o primeiro ano de atuação dos brigadistas do PSA no Nordeste goiano, justamente a região que apresentou redução de aproximadamente 50% na área queimada no comparativo anual.

“Também é importante destacar que esse é o primeiro ano em que temos o apoio dos brigadistas do PSA atuando no nordeste goiano”, disse.

Apesar da queda geral, os números por município mostram que o cenário não é uniforme. Enquanto localidades como Nova Roma, Monte Alegre de Goiás e Campos Belos registraram reduções acentuadas, São Domingos, Flores de Goiás e São João d’Aliança tiveram crescimento da área atingida pelo fogo.

Para a secretária, fatores climáticos continuam aumentando o risco de incêndios durante o período seco.

“Mesmo diante de condições ambientais desfavoráveis, como baixa umidade, altas temperaturas, ventos fortes e elevada carga de material combustível, os resultados indicam que o planejamento antecipado e a atuação integrada vêm contribuindo para reduzir a extensão das áreas queimadas em Goiás”, afirmou.

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Fonte: Jornal Opção

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