Netanyahu pediu aos Emirados que negassem alerta anterior ao 7 de Outubro

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Por Aquiles Lins — Brasil 247

247 – O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, viajou secretamente aos Emirados Árabes Unidos no domingo (27) e pediu ao presidente emiradense, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, que negasse relatos segundo os quais havia alertado o premiê sobre uma ameaça do Hamas antes do ataque de 7 de outubro de 2023.

A informação foi publicada nesta segunda-feira (28) pela Associated Press, que ouviu duas pessoas informadas sobre a visita. Segundo a agência, Netanyahu e bin Zayed conversaram durante cerca de uma hora em Abu Dhabi. Uma fonte com conhecimento direto do encontro afirmou que o premiê israelense pediu ao dirigente emiradense que contestasse publicamente a versão sobre o alerta prévio.

A viagem não havia sido anunciada oficialmente. O gabinete de Netanyahu não comentou imediatamente a informação divulgada pela AP. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados também evitou confirmar detalhes do encontro, mas afirmou à agência que o país mantém “linhas de comunicação abertas e diretas” com Israel e compartilha “todas as informações de inteligência relevantes”.

A CNN também confirmou, por meio de uma fonte israelense, que Netanyahu esteve secretamente nos Emirados no domingo. Nesse relato, porém, a fonte disse que o Irã ocupou posição central na agenda da reunião entre os dois dirigentes.

Alerta atribuído a bin Zayed

A controvérsia começou depois que o jornal israelense Haaretz publicou uma investigação segundo a qual bin Zayed telefonou a Netanyahu cerca de dez dias antes do ataque de 7 de outubro e advertiu que o então líder do Hamas em Gaza, Yahya Sinwar, preparava uma grande operação.

A existência da conversa foi posteriormente confirmada ao Times of Israel por uma fonte emiradense familiarizada com o contato entre os dois líderes. De acordo com a reportagem original, a ligação teria durado cerca de 45 minutos.

Segundo a reconstrução publicada pelo Haaretz e reproduzida pela AP, bin Zayed teria alertado que uma operação do Hamas poderia provocar derramamento de sangue, desestabilizar a região e colocar em risco os Acordos de Abraão, que normalizaram as relações de Israel com países árabes.

O gabinete de Netanyahu rejeitou o relato e classificou a informação de que

Fonte: Brasil 247

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