Mulheres ocupam a Sé em defesa da democracia, por Lula, Haddad, Simone e Marina

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Por Hora do Povo — Hora do Povo

Missa na Catedral da Sé homenageou Amelinha Teles, símbolo da resistência à ditadura e da luta pelos direitos humanos

O movimento Mulheres pela Democracia ocupou a Praça da Sé, no centro de São Paulo, na manhã deste domingo (27). Organizado pelo fórum Direitos Já!, o encontro reuniu entidades dos movimentos sociais, de mulheres, sindicais, além de representantes políticos e partidários. A mobilização teve como pautas centrais a defesa da democracia, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a formação de uma grande frente pela eleição de Fernando Haddad ao governo de São Paulo e de Simone Tebet e Marina Silva ao Senado.

O ato, conduzido por Mariana Moura, coordenadora do movimento Cientistas Engajados, e pelo presidente do fórum, Fernando Guimarães, foi precedido por uma missa na Catedral da Sé em homenagem à jornalista e militante dos direitos humanos Amelinha Teles, lembrada pelas participantes por sua trajetória de resistência durante a ditadura militar.

Após a missa, o ato se concentrou na Praça da Sé, reunindo os candidatos, apoiadores, lideranças religiosas e centenas de pessoas em defesa da soberania brasileira. A candidata Simone Tebet destacou a presença de homens ao lado das mulheres e lembrou que, há cerca de 40 anos, centenas de milhares de brasileiros estiveram no mesmo local em defesa do direito de votar para presidente, da liberdade de imprensa e dos direitos humanos.

Ao lembrar Amelinha Teles, Tebet afirmou que a militante representa as pessoas que foram torturadas ou perderam a vida durante a ditadura para que as gerações seguintes pudessem se manifestar livremente.

Ato foi precedido por uma missa em homenagem a Amelinha Teles – Foto: Divulgação

“Nós vamos reeleger o presidente da democracia, que é Luiz Inácio Lula da Silva, para que a gente não precise estar na Catedral da Sé, nessas escadarias, tendo que clamar pelo fim do feminicídio, não tendo que clamar pelos direitos humanos. Então, 4 de outubro vai ser o dia decisivo da história das nossas vidas.

Eu não quero mais 500 mil, 1 milhão de pessoas em praça pública, lutando por ‘Diretas Já’. Eu não quero 1 milhão de pessoas aqui, no Brasil e afora, lutando por democracia, porque nós sabemos que este país é do povo brasileiro. Nós amamos a bandeira verde e amarela, e não a bandeira estrangeira.

Querem levar as nossas riquezas, como os minerais críticos, capazes de tirar o país da miséria. Não vão levar, porque nós teremos um presidente que estará lá, defendendo a soberania do nosso povo, que se chama o quê? Luiz Inácio Lula da Silva”, conclamou Tebet.

Em sua fala, Marina destacou a situação crítica de violência em São Paulo, ressaltando que “só em 2025, 270 mulheres foram assassinadas. O que precisamos é de uma rede de proteção com delegacias funcionando 24 horas, com pessoas bem treinadas, com tornozeleira eletrônica, como fez o Haddad no seu programa de segurança. E assim combater a violência dentro dos lares, combater a violência nas ruas porque, de cada celular que é roubado nesse país, 20% é em São Paulo.”

“E eles dizem que a segurança está resolvida. Não está. Quem vai resolver a segurança é quem propõe que a gente tenha três níveis de combate, para resolver a insegurança dos vulneráveis, a insegurança nas ruas e combater o crime organizado, fechando o torniquete de quem financia”, afirmou.

Fernando Haddad também falou da violência em São Paulo, principalmente contra as mulheres.

“A violência contra a mulher está atingindo patamares absurdos no nosso estado, e eu posso dizer pra vocês que o exemplo está vindo de cima. Esse é o nosso problema. Essa agressão contra as mulheres, essa agressão racial que cresceu em São Paulo, ela está vindo de quem nos governa e que não respeita a maioria do povo brasileiro, porque a maioria do povo brasileiro é de mulheres e negros. E eles não respeitam nenhuma comunidade e nenhuma outra. É muito grave o que estão fazendo.”

Ana Estela Haddad destacou a homenagem a Amelinha Teles e agradeceu ao movimento Direitos Já! e às entidades que participaram da organização do ato. “Estamos aqui por mais políticas para as mulheres, porque é insuportável continuar tendo as taxas de feminicídio e violência contra as mulheres que a gente está tendo nesse estado”, afirmou.

Também presente no ato, Lu Alckmin, esposa do vice-presidente Geraldo Alckmin, defendeu a ampliação da participação das mulheres na política e afirmou que essa presença é necessária para a construção de um país mais justo.

“Para construir um país mais justo e solidário, temos sempre que olhar para pessoas em situação de vulnerabilidade social, estendendo a mão para quem mais precisa de dignidade, comida na mesa, saúde e educação de qualidade. Para trilhar esse caminho em São Paulo, temos o melhor projeto com as queridas Simone Tebet e Marina Silva no Senado, Fernando Haddad governador e Lula, presidente”, concluiu.

Lu Alckmin e Ana Estela Haddad participaram do ato – Foto: Divulgação

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Fonte: Hora do Povo

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