Mulheres do PT transformam vivência na educação em atuação por mais direitos

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Por germana acciolyPartido dos Trabalhadores

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


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Professoras e gestoras levam para os espaços de poder experiências da sala de aula e a defesa de políticas públicas inclusivas

Da Rede PT de Comunicação

Publicado em 11/09/2026 às 14h21

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Dados oficiais do Censo da Educação Básica revelam que a maioria do corpo docente brasileiro é composta pelo público feminino. É de olho nessa realidade que mulheres do PT com trajetórias ligadas ao ensino público e à defesa da educação buscam atuar em articulações que representem as profissionais da educação, sempre com a escuta ativa para a categoria. Em comum, elas têm a vivência em sala de aula, seja no ensino básico ou superior.

A senadora Teresa Leitão (PT-PE), a deputada federal Dandara Tonantzin (PT-MG), a ex-reitora da UnB Márcia Abrahão (PT-DF), buscam caminhos para descentralizar e aplicar políticas públicas de gênero mediadas pela educação.

A agenda de Teresa Leitão, que atualmente é a líder do Governo no Senado, nasceu de sua vivência iniciada em 1975, acumulando décadas como professora, dirigente sindical e pedagoga na rede estadual de ensino de Pernambuco. Ao testemunhar de perto por gerações como a violência doméstica desestruturava suas alunas e como a falta de amparo interrompia sonhos, Teresa levou as dores da sala de aula para a atividade parlamentar.

No Senado, ela atua na Comissão de Educação e trabalha para garantir que as receitas orçamentárias sejam realmente destinadas conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Coerente com sua atuação, Teresa direciona suas demandas para pautas que protejam as mulheres e promovam educação de gênero.

Para Dandara Tonantzin, pedagoga e mestre em Educação, o desafio sempre foi romper o silêncio institucional sobre o racismo estrutural nas escolas. Ela conta que sua primeira vivência em política foi nas lutas pelos direitos enquanto era professora. Essa vivência a levou a coordenar a Frente Parlamentar Mista Antirracismo (FPMA), onde batalha por um Plano Nacional de Educação Antirracista.

“Foram as mulheres negras, como Lélia Gonzalez e Antonieta de Barros, as grandes intelectuais a pensar o Brasil a partir da periferia”, defende a deputada, apontando o ensino de história como reparação urgente.

Essa mesma sensibilidade guiou sua atuação como relatora da Nova Lei de Cotas, focando não apenas no acesso, mas na garantia de permanência para a juventude periférica.

“Quando relatei a lei, levei a memória de quem escolhia entre o ônibus e o almoço. Entendo que lei sem orçamento, bolsa, creche e restaurante universitário é direito pela metade. Nossa luta na Câmara é para que o sonho da universidade não seja interrompido pela desigualdade”, afirma Dandara.

Já a professora universitária Márcia Abrahão enfrentou o desafio de gerir uma comunidade acadêmica, quando ocupou o cargo de reitora da UNB. Sendo professora titular do Instituto de Geociências desde 1995 e a primeira mulher a quebrar a barreira histórica da reitoria da instituição, ela viu de perto jovens alunas e docentes abandonarem a pesquisa acadêmica por falta de apoio à maternidade.

Sua resposta prática a esse desafio foi liderar a implementação de políticas de assistência estudantil e o projeto da primeira creche universitária da UnB.

O ponto de convergência entre elas reside na premissa de que a política educacional direciona a economia e as relações de trabalho, principalmente para as mulheres.

“Acompanho e proponho toda a política de valorização do piso salarial profissional, defendo a implantação de uma política de atenção à saúde da trabalhadora e do trabalhador e o fim da escala 6×1”, sintetiza a senadora Teresa Leitão.

Adeputada federal Dandara Tonantzin ressalta o compromisso geracional de fazer política com o povo, sem recuar na justiça social para romper com a burocracia institucional tradicional.

“Nós fazemos o caminho inverso, trazemos a força das ruas e as denúncias das periferias para dentro do Plenário. Significa que o texto da lei nasce com o DNA da realidade brasileira”, defende.

A consolidação dessa ponte entre a realidade social e o topo das instâncias decisórias ganha corpo na visão de Márcia Abrahão (DF), que defende a ocupação feminina ativa e transformadora nos espaços de poder.

“Sei o que significa uma mulher chegar a espaços de decisão que historicamente foram ocupados por homens. Mas ocupar esses espaços não basta: é preciso utilizá-los para ampliar direitos”, argumenta.

A atuação política dessas educadoras fica mais potente diante do novo cenário regulatório do país. Em vigor desde abril de 2026, o novo Plano Nacional de Educação (PNE) exige que Estados e Municípios alinhem suas diretrizes locais e criem o Sistema Nacional de Educação (SNE).

É nesse guarda-chuva que a articulação ganha força, uma vez que qualquer alteração na LDB precisa caminhar em sintonia com os instrumentos que de fato estruturam o financiamento do ensino brasileiro.

“O Senado tem como avaliar o desenvolvimento do PNE por seus instrumentos próprios e por seu assento em organismos de acompanhamento e monitoramento das políticas públicas”, explica a senadora Teresa Leitão (PE).

Se na articulação institucional o foco é monitorar os planos, na ponta a tarefa é fazer curricular as pautas de gênero e raça.  Para Dandara, a defesa de diretrizes antirracistas é indissociável para romper com os silêncios impostos pela história tradicional.

“A escola pública brasileira precisa parar de reproduzir a colonialidade e a violência do racismo estrutural. Interseccionalizar esses dois recortes nos currículos vai além de reunir caixas de ideias: trata-se de uma medida urgente de reparação histórica para garantir que meninas negras e brancas cresçam sabendo que o nosso povo é sujeito ativo na construção da democracia”, conclui Dandara.

Da redação do Elas por Elas.


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