Mulher morta com a filha de 13 anos havia denunciado ameaças meses antes

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – A Polícia Civil do Rio Grande do Sul investiga as mortes de Patrícia Cristina Pereira, de 31 anos, e da filha dela, Karolayne Cristina Costa, de 13, encontradas sem vida dentro da residência onde moravam, em Candelária, no interior gaúcho. Meses antes do crime, Patrícia havia registrado um boletim de ocorrência relatando que estaria sofrendo ameaças.

As informações foram divulgadas pelo Metrópoles nesta sexta-feira (2). Segundo a reportagem, o delegado Paulo César Schirrmann, responsável pela investigação, afirmou que o caso é considerado complexo e que nenhuma linha de apuração foi descartada até o momento.

O boletim de ocorrência sobre as ameaças foi registrado por Patrícia em dezembro de 2025. A Polícia Civil ainda não divulgou detalhes sobre quem teria feito as intimidações ou de que maneira elas teriam ocorrido.

Outro elemento que passou a ser analisado pelos investigadores é o histórico familiar da vítima. Os pais de Patrícia também foram assassinados. Sérgio Antônio Pereira, de 36 anos, e Roseli Rosa, de 39, morreram a tiros em 2012.

A polícia apura se existe alguma relação entre os episódios, mas, até agora, não há confirmação pública de vínculo entre os dois casos.

Três pessoas são tratadas como suspeitas das mortes de Patrícia e Karolayne, segundo o Metrópoles. Nenhuma prisão havia sido efetuada até a publicação das informações.

Uma das hipóteses investigadas é a de que a adolescente tenha sido morta por estar na residência no momento em que a mãe foi atacada. Patrícia tinha outros três filhos, uma menina de 10 anos e dois bebês gêmeos de nove meses, que não estavam no imóvel.

Mãe e filha foram localizadas na tarde da última terça-feira (29), depois que a babá da família estranhou a ausência das duas e acionou a Brigada Militar.

Ao chegar à casa, os policiais encontraram a porta entreaberta. No interior do imóvel estavam os corpos de Patrícia e Karolayne.

As duas apresentavam lesões profundas na região do pescoço. A suspeita inicial é de que os ferimentos tenham sido provocados por uma arma branca, mas a dinâmica do crime ainda depende das conclusões periciais.

Imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades da residência também devem ser analisadas pelos investigadores. O material pode ajudar a identificar movimentações de pessoas e veículos antes e depois das mortes.

A Polícia Civil busca ainda reconstruir a rotina de Patrícia nos dias anteriores ao crime e verificar se as ameaças relatadas em 2025 podem contribuir para esclarecer a autoria e a motivação das mortes.

Até o momento, a investigação segue sem uma conclusão sobre o que teria motivado o ataque contra mãe e filha.

Fonte: Brasil 247

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