MPE pede ao TSE bloqueio de vídeo falso sobre urnas que circula no WhatsApp
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O Ministério Público Eleitoral (MPE) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar interromper a circulação, pelo WhatsApp, de um vídeo com informações falsas sobre as urnas eletrônicas. O conteúdo, que questiona a segurança dos equipamentos e do processo eleitoral, já havia sido difundido nas eleições de 2018 e voltou a ser compartilhado neste domingo (4), dia do primeiro turno das eleições de 2026.
Na representação apresentada ao TSE, o MPE acusa a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, de propaganda eleitoral irregular e pede, em caráter liminar, que a companhia adote medidas técnicas capazes de impedir novos envios do vídeo. O órgão também solicita a aplicação de multa à plataforma.
Para o Ministério Público, o material dissemina informações falsas capazes de atingir a credibilidade das eleições e alimentar dúvidas infundadas sobre o funcionamento das urnas eletrônicas.
“A transmissão de conteúdo desinformativo, inverídico e descontextualizado, sem amparo mínimo em lastro fático, configura difusão de fato sabidamente inverídico, apto a comprometer a estabilidade do processo eleitoral”, afirma o MPE na representação.
Vídeo tenta colocar em dúvida segurança das urnas
Na gravação, um homem que se apresenta como sargento da chamada “Polícia Militar do Instituto Federal” afirma ter sido acionado por um representante do TSE. Ele alega que, durante uma suposta conferência da chave de uma urna eletrônica, teria ocorrido um erro e que o equipamento, apesar de dever estar zerado, já apresentaria votos impressos.
O Ministério Público Eleitoral classifica a alegação como falsa. Segundo o órgão, a gravação constrói uma narrativa destinada a apresentar as urnas eletrônicas e o próprio processo eleitoral como vulneráveis, além de colocar em dúvida a atuação da Justiça Eleitoral.
A representação se apoia na Resolução TSE nº 23.714, de 2022, que proíbe “a divulgação ou compartilhamento de fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral”.
De acordo com o MPE, as regras eleitorais permitem tanto a retirada de circulação de conteúdos desse tipo quanto a imposição de multas às plataformas envolvidas em sua disseminação.
O pedido ocorre enquanto milhões de brasileiros comparecem às urnas neste domingo para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais no primeiro turno das eleições de 2026.
Fonte: Brasil 247