Mercadante rejeita narrativa de “motosserra” e destaca crescimento de 77,4% do BNDES

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Por Leonardo SobreiraBrasil 247

247 – O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, fez nesta segunda-feira (14) um balanço de seu mandato no comando do banco de fomento ao longo dos últimos três anos e meio, e rejeitou firmemente a narrativa de campanha “de motosserra”, defendida pela direita para aplicar cortes severos sobre o setor público.

“Nossos ativos que eram de 620 bilhões de reais, passaram para 1 trilhão e 100 bilhões de reais, em três anos e meio”, ressaltou Mercadante, ao dirigir críticas a setores do empresariado presentes na plateia, durante evento do Esfera Brasil, em São Paulo (SP).

Mercadante elogiou o TCU pelo reconhecimento do BNDES como a instituição estatal mais transparente do país.

“Na última campanha, a acusação era que o BNDES era uma ‘caixa-preta’. Hoje o BNDES ganhou, nos três últimos anos pelo Tribunal de Contas da União, (o reconhecimento) como a instituição mais transparente do Estado brasileiro, municipal, estadual e federal”, disse Mercadante. “Chegamos no BNDES com 747 processos contra servidores, hoje não tem nenhum”, acrescentou.

“Isso mostra o padrão de gestão de eficiência de uma instituição pública estatal”, enfatizou Mercadante.

Mercadante afirmou que, para o Brasil se reindustrializar, é necessário abandonar o pensamento do Consenso de Washington, ainda prevalente entre setores da elite econômica.

“É um equívoco o Brasil continuar insistindo que o caminho para o desenvolvimento é o Estado mínimo, desregular, privatizar e o Estado se retirar da economia”, afirmou Mercadante. “Isso leva à desindustrialização”, acrescentou.

“Somos o país que mais cresceu no mundo durante 30 anos, não três anos. Perdemos essa relação, temos que recompor”, defendeu Mercadante.

O presidente do BNDES rejeitou a acusação de que estaria buscando “inchar” o banco, defendendo que seus ativos permaneçam na casa dos 2% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB).

“O BNDES não pode querer substituir o mercado de capitais, nem queremos um BNDES inchado, como já tivemos. Depois da crise de 2008, o BNDES chegou a ter 4-5% do PIB. Nossa meta é ficar em 2%, que é o padrão histórico que nós tínhamos antes da crise de 2008”, disse Mercadante.

Mercadante também afirmou que o Estado é um instrumento necessário para o desenvolvimento, especialmente no fomento à inovação, que, segundo ele, não costuma atrair interesse do setor financeiro privado. “Não há inovação se o Estado não correr risco”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

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