Maricá cria diretoria para integrar pesquisas de fármacos, fitoterápicos e cannabis medicinal
Por Redação — Brasil de Fato
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A Companhia Maricá Alimentos (Amar) criou no começo de setembro a Diretoria de Fármacos, Fitoterápicos, Cosméticos e Cannabis Medicinal. A nova estrutura pretende integrar projetos que já estão em andamento no município e aproximar poder público, universidades, centros de pesquisa e iniciativa privada para transformar conhecimento científico em produtos, tecnologias e novas oportunidades econômicas.
O secretário de Comunicação de Maricá e líder do Grupo de Trabalho Integrado da diretoria, Keffin Gracher, explicou ao Brasil de Fato que o primeiro passo será organizar as iniciativas existentes e estabelecer um plano de trabalho para as próximas etapas.
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“O que estamos fazendo é integrar projetos que já existem e transformar esse trabalho em uma política pública estruturada”, afirmou Gracher.
Entre as ações que passam a fazer parte da estratégia estão a Farmakopeia Mari’ká, instalada na Fazenda Nossa Senhora do Amparo, pesquisas realizadas em parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), a estruturação do Centro Municipal de Desenvolvimento Farmacêutico, o ambiente regulatório experimental da cannabis e projetos de pesquisa e inovação apoiados pelo Parque Tecnológico de Maricá.
A Farmácia Viva de Maricá também será incorporada à nova frente de trabalho. O projeto reúne cultivo, pesquisa e desenvolvimento de espécies medicinais, com produção de matéria-prima vegetal e estudos para aplicações em drogas vegetais, xaropes, repelentes e cosméticos.
Desenvolvida em parceria com a UFRRJ, a iniciativa também contempla a manutenção e ampliação de um banco de germoplasma de plantas medicinais. A expectativa é avançar, após as etapas de pesquisa, validação e regulamentação, para produtos que possam futuramente ser disponibilizados na rede pública de saúde do município.
A produção de insumos farmacêuticos ativos (IFAs) em Maricá é tratada como uma etapa de médio prazo e depende da consolidação das fases anteriores da cadeia, como produção de matéria-prima vegetal, pesquisa, desenvolvimento de extratos e formulações e implantação do Centro Municipal de Desenvolvimento Farmacêutico.
A iniciativa ocorre em meio ao debate sobre soberania farmacêutica no Brasil, que atualmente importa cerca de 90% dos IFAs utilizados pela indústria nacional.
“Estamos olhando para um desafio maior, que é contribuir para a retomada da indústria farmacêutica brasileira e ampliar a capacidade de produzir aqui os medicamentos e insumos de que o país precisa”, disse o secretário.
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Fonte: Brasil de Fato