Marco Rubio diz que EUA podem explorar terras raras na Groelândia
Por José Reinaldo — Brasil 247
247 – O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano poderá participar da exploração de terras raras na Groenlândia em parceria com as autoridades locais. A declaração foi feita após a assinatura de um acordo entre EUA, Dinamarca e Groenlândia para ampliar a presença militar norte-americana na ilha.
Em entrevista à Fox News, relatada pela Sputnik Brasil, Rubio respondeu à pergunta sobre uma possível participação dos EUA na extração desses minerais: “Com certeza, faremos isso em parceria com eles”. Segundo o secretário, a atividade mineral não era uma prioridade de Washington nas negociações, mas o entendimento abriu espaço para investimentos. “Agora que isso [o acordo] ficou para trás, acredito que temos a oportunidade de fazer bons investimentos lá”, afirmou.
A possibilidade mencionada por Rubio ainda não equivale a uma autorização para minerar. O texto do acordo, assinado em 22 de setembro, trata da cooperação em defesa e inclui a extração de recursos entre as atividades consideradas sensíveis para a análise de investimentos estrangeiros. Licenças e questões operacionais de mineração continuam sob responsabilidade das autoridades da Groenlândia. O pacto também depende da conclusão dos procedimentos parlamentares necessários na Dinamarca e na Groenlândia para entrar em vigor.
Pelo acordo, os EUA poderão ampliar as atividades na base espacial de Pituffik e estabelecer áreas de defesa em Narsarsuaq e Mestersvig, conforme detalhes a serem acertados entre as partes. A assinatura ocorreu após um período de tensão provocado pelas declarações do presidente Donald Trump sobre a intenção de adquirir a Groenlândia. O entendimento preserva o direito de autodeterminação dos groenlandeses e não prevê a anexação da ilha.
O interesse mineral tem como pano de fundo o potencial geológico do território. Segundo o Serviço Geológico da Dinamarca e da Groenlândia (GEUS), 24 das 34 matérias-primas classificadas como críticas pela União Europeia foram identificadas na ilha. Isso não significa que todas já tenham reservas medidas ou projetos prontos para exploração: o órgão afirma que poucas ocorrências foram quantificadas em detalhe.
As condições naturais também dificultam a transformação desse potencial em produção. A camada de gelo cobre cerca de 80% da Groenlândia, restringindo o estudo de parte do subsolo, enquanto a distância entre as áreas de interesse e a infraestrutura disponível eleva os desafios dos projetos minerais.
Fonte: Brasil 247