Democratas pretendem investigar promiscuidade de Trump com seus financiadores

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – Parlamentares democratas preparam uma série de investigações sobre possíveis conflitos de interesse envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sua família, financiadores e empresas beneficiadas por decisões de seu governo. As apurações poderão avançar caso o partido conquiste o controle da Câmara dos Representantes ou do Senado nas eleições legislativas de novembro, informa a Reuters.

Uma eventual maioria daria aos democratas poderes ampliados para convocar audiências, emitir intimações e requisitar documentos. Segundo a reportagem, comissões também poderiam reforçar suas equipes para iniciar as investigações a partir de fevereiro de 2027.

Ainda não existe uma lista definitiva de empresas ou pessoas que seriam investigadas. Entre os temas que despertam interesse dos parlamentares estão os negócios de criptomoedas relacionados à família Trump e a 1789 Capital, empresa de capital de risco ligada a Donald Trump Jr.

Também poderão ser examinadas relações entre o governo e empresas que contribuíram para o salão de festas de Trump, acordos intermediados por integrantes de sua família e eventuais benefícios fiscais ou regulatórios concedidos a companhias dos setores de petróleo e gás.

Negócios de Jared Kushner

O deputado democrata Jamie Raskin também pretende buscar informações sobre os negócios da Affinity Partners, empresa de investimentos fundada por Jared Kushner, genro do presidente.

Raskin questiona as relações da companhia com governos do Oriente Médio e possíveis conflitos envolvendo negócios realizados enquanto Kushner atuava como enviado presidencial.

O advogado de Kushner rejeitou as acusações e afirmou que os críticos não identificaram qualquer regra que tenha sido violada.

Outro negócio sob atenção envolve a Vulcan Elements, fabricante de ímãs de terras raras. Raskin chamou atenção para um empréstimo de US$ 620 milhões concedido pelo Pentágono à companhia meses depois de um investimento realizado pela 1789 Capital.

A Vulcan Elements negou ter solicitado a investidores que utilizassem suas relações para facilitar a obtenção do financiamento governamental.

Empresas se preparam

Segundo a Reuters, empresas potencialmente envolvidas nas futuras investigações já começaram a se preparar para pedidos de informações, contratando advogados e especialistas em comunicação para avaliar riscos jurídicos e de reputação.

A 1789 Capital afirmou estar aberta à fiscalização legítima, mas disse que rejeitará iniciativas que considere motivadas politicamente.

Para as companhias, uma eventual investigação democrata poderá criar um dilema. Cooperar amplamente com o Congresso poderia provocar reação de Trump, enquanto resistir a intimações ou pedidos formais de documentos pode gerar disputas judiciais, consequências para executivos e desgaste público.

Divergências entre republicanos

Entre os republicanos, não há posição única sobre o tema. Integrantes do partido criticam os democratas por aquilo que consideram uma tentativa de concentrar esforços novamente em Trump, em vez de discutir políticas públicas.

O senador republicano John Curtis, porém, defendeu uma investigação sobre Donald Trump Jr. relacionada a pagamentos feitos por um oligarca russo por serviços ligados a festas de casamento.

A Casa Branca rejeitou as suspeitas levantadas pelos democratas. Em declaração à Reuters, a porta-voz Olivia Wales acusou o partido de preparar investigações com motivação política para obstruir a agenda presidencial e atacar Trump sem fundamento.

As iniciativas mencionadas pelos democratas ainda são planos para eventuais investigações e não constituem conclusões sobre irregularidades. A possibilidade de colocá-las em prática dependerá, sobretudo, do resultado das eleições legislativas de novembro e do controle das comissões do Congresso a partir de 2027.

Fonte: Brasil 247

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