Marcha da Bronca: milhares ocupam as ruas da Argentina contra o ajuste de Milei

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Por EmergentesMídia NINJA

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Estudantes, aposentados, e movimentos sociais marcharam em Buenos Aires e em outras cidades do país contra os baixos salários, e os cortes em áreas públicas

Estudantes, aposentados, trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais marcharam em Buenos Aires e em outras cidades do país contra os baixos salários, as demissões, o endividamento e os cortes em áreas públicas. Os manifestantes também cobraram das centrais sindicais a convocação de uma greve nacional.

Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Buenos Aires neste sábado durante a Marcha da Bronca, uma mobilização contra as políticas do governo de Javier Milei que reuniu estudantes, aposentados, trabalhadores, movimentos sociais, sindicatos, organizações ambientais e de direitos humanos.

A manifestação partiu do Congresso Nacional em direção à Plaza de Mayo, no centro da capital argentina. Também foram realizados atos simultâneos em diferentes pontos do país, incluindo Rosário, Córdoba, Jujuy, Mendoza e Bariloche.

Convocada pelo Frente de Izquierda y de Trabajadores-Unidad (FIT-U), a marcha reuniu diferentes setores afetados pelas políticas de ajuste do governo. Entre eles, trabalhadores que enfrentam dificuldades para chegar ao fim do mês, aposentados que não conseguem comprar medicamentos, famílias endividadas e pessoas atingidas por demissões ou pela falta de oportunidades de trabalho.

Salários, aposentadorias e cortes no Estado

No documento apresentado durante a mobilização, os organizadores denunciaram os baixos salários e aposentadorias, o aumento das demissões, o endividamento das famílias e o desfinanciamento de áreas fundamentais do Estado.

A manifestação também denunciou os cortes que atingem hospitais e universidades públicas, a educação e o sistema científico, além da retirada de alimentos destinados às cozinhas comunitárias.

“Esta é a bronca de quem trabalha e está longe de conseguir chegar ao fim do mês”, afirmaram os movimentos durante a convocação.

A deputada Myriam Bregman também participou da mobilização e defendeu a necessidade de “organizar a bronca” diante do aprofundamento da crise econômica e social.

Pressão por uma greve nacional

Além das reivindicações econômicas, a Marcha da Bronca colocou no centro a defesa dos direitos trabalhistas, das empresas públicas, das terras e dos bens comuns, com críticas às políticas de entrega do patrimônio nacional.

Ao final do ato, os organizadores cobraram da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e das duas Centrais de Trabalhadores da Argentina (CTA) a convocação de uma greve nacional e de um plano de luta.

A proposta é articular setores que atualmente protagonizam diferentes mobilizações contra um mesmo programa de ajuste e ampliar a pressão social sobre o governo de Javier Milei.

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Fonte: Mídia NINJA

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