Manifesto defende educação empreendedora da escola à universidade no Brasil

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – A criação de uma estratégia nacional para inserir competências ligadas ao empreendedorismo em diferentes etapas da formação escolar está entre as propostas de um manifesto que busca transformar a educação empreendedora em uma política permanente de Estado no Brasil. O documento prevê ações desde a educação básica até o ensino superior e defende maior integração entre instituições de ensino, setor produtivo, organizações sociais e poder público.

Apresentado pelo Instituto Êxito de Empreendedorismo, o Manifesto Nacional pela Educação Empreendedora reúne dez compromissos considerados prioritários para os próximos governos, segundo informações publicadas pelo Jornal da Paraíba. A iniciativa pretende estimular capacidades como criatividade, autonomia, liderança, inovação e resolução de problemas.

O ponto central da proposta é tratar o empreendedorismo como uma competência transversal da formação dos estudantes, em vez de restringi-lo a uma disciplina isolada. Dessa forma, atividades voltadas ao desenvolvimento dessas habilidades poderiam aparecer em diferentes áreas e momentos da trajetória educacional.

O documento associa a necessidade dessa mudança às transformações provocadas pela inteligência artificial, pela automação, pela expansão da economia digital e pelas novas formas de organização do trabalho. A avaliação apresentada é que essas mudanças estão alterando profissões e aumentando a demanda por habilidades que ultrapassam o domínio de conteúdos tradicionais.

Experiência prática durante a formação

Entre as medidas propostas está a ampliação de metodologias de ensino baseadas em atividades práticas. O manifesto cita projetos, oficinas, laboratórios, empresas juniores, hackathons e iniciativas dedicadas à resolução de problemas reais.

Uma das metas sugeridas é garantir que todo estudante participe de pelo menos uma experiência prática de empreendedorismo ao longo de sua formação. Essa vivência poderia ocorrer por meio da criação de uma startup, do desenvolvimento de um projeto social ou tecnológico, de uma iniciativa cultural ou de um negócio local.

A formação dos professores também integra as prioridades. O documento propõe ampliar a preparação dos docentes em metodologias ativas de aprendizagem, inovação, tecnologia e empreendedorismo, de maneira a permitir a aplicação dessas abordagens no cotidiano das instituições de ensino.

Inteligência artificial entra nas propostas

O uso da inteligência artificial ocupa espaço específico no manifesto. A proposta não se limita ao aprendizado sobre ferramentas de IA: o documento defende que os estudantes sejam capacitados também para desenvolver projetos e iniciativas empreendedoras utilizando essas tecnologias.

Outro eixo prevê a criação e expansão de ambientes destinados à inovação dentro de escolas, universidades e institutos. Entre as estruturas mencionadas estão laboratórios, incubadoras, aceleradoras, hubs de inovação e espaços voltados ao desenvolvimento de projetos.

O manifesto também sugere fortalecer a aproximação entre instituições de ensino, empresas, startups, organizações da sociedade civil e governos. A ideia é permitir que estudantes participem da busca por soluções para demandas concretas e tenham maior contato com situações encontradas fora do ambiente acadêmico.

Financiamento para projetos de estudantes

A disponibilidade de recursos para transformar ideias em projetos é outro ponto abordado. O documento propõe ampliar fundos, bolsas, editais e programas de capital-semente direcionados a estudantes e recém-formados.

Além do financiamento, o manifesto prevê mecanismos de apoio como mentorias, formação de redes de relacionamento e acesso a mercados. A intenção é criar condições para que projetos desenvolvidos durante a formação possam avançar para etapas de implementação.

Assinado pelo presidente do Instituto Êxito, Janguiê Diniz, o documento declara não estar vinculado a interesses partidários nem ao apoio a governos ou candidaturas. O manifesto dirige a proposta a gestores públicos, Congresso Nacional, assembleias legislativas, universidades, empresas, educadores e organizações da sociedade civil.

Na avaliação apresentada pelo instituto, a implementação das medidas depende também de uma mudança cultural no modelo educacional. O manifesto propõe uma formação que dê maior espaço à experimentação, à iniciativa individual e coletiva e ao aprendizado decorrente dos erros.

Com o conjunto de dez compromissos, a iniciativa busca colocar a educação empreendedora entre as políticas educacionais de longo prazo do país, relacionando sua adoção à geração de oportunidades, à inovação, ao aumento da produtividade e ao desenvolvimento econômico e social.

Fonte: Brasil 247

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