Lula reforça discurso de que vitória de Flávio perpetuaria família Bolsonaro no poder

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Por Aquiles Lins — Brasil 247

247 – A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma ofensiva política para o segundo turno centrada no argumento de que uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) abriria caminho para a permanência da família Bolsonaro no comando do país por um período prolongado.

Segundo informações do Painel, da Folha de S.Paulo, nesta segunda-feira (5), a estratégia do PT será sustentar que Lula representa a única alternativa democrática na disputa e destacar que, em caso de reeleição do presidente, a eleição de 2030 seria realizada sem Lula e sem Jair Bolsonaro como candidatos.

A avaliação dentro da campanha é que esse contraste pode ajudar o petista principalmente entre eleitores indecisos e entre aqueles que não compareceram às urnas no primeiro turno. O objetivo será transformar a defesa da democracia em um dos principais eixos da reta final da eleição.

PT pretende explorar promessa de anistia

Um dos pontos que deverão ser utilizados pela campanha de Lula é a promessa feita repetidamente por Flávio Bolsonaro de conceder anistia aos condenados pela trama golpista caso seja eleito presidente.

A medida alcançaria também Jair Bolsonaro, pai do candidato do PL, e poderia livrá-lo das consequências impostas pela condenação. Para o PT, a promessa reforça a argumentação de que uma eventual Presidência de Flávio estaria diretamente vinculada aos interesses políticos e jurídicos do ex-presidente e de seu grupo.

A campanha pretende, assim, apresentar a eleição não apenas como uma disputa entre dois candidatos, mas como uma escolha sobre a continuidade da influência da família Bolsonaro sobre o poder político nacional.

Relação com Vorcaro e milicianos seguirá na campanha

Outro eixo da estratégia petista será aprofundar o desgaste de Flávio Bolsonaro por meio das relações atribuídas ao senador com Daniel Vorcaro e com personagens ligados a milícias.

Esses temas já vinham sendo explorados durante a campanha e deverão permanecer no centro da ofensiva política do PT durante o segundo turno.

Integrantes da campanha, no entanto, avaliam que apenas os ataques ao adversário não serão suficientes. Parte do entorno de Lula defende que o presidente adote um discurso mais firme e explícito sobre democracia, buscando ampliar a eleição para além das denúncias envolvendo Flávio.

Campanha mira abstenções e indecisos

A prioridade do comando petista será conquistar eleitores que ainda não definiram o voto e, sobretudo, aqueles que se abstiveram no primeiro turno.

A orientação é dirigir a comunicação diretamente a esse público, ressaltando o peso de cada voto na definição do próximo governo e associando o comparecimento às urnas à defesa das instituições democráticas.

Com isso, Lula pretende transformar o segundo turno em um confronto entre dois projetos políticos: de um lado, a continuidade de seu governo; de outro, segundo a narrativa que será adotada pela campanha petista, a possibilidade de consolidação da família Bolsonaro como força permanente no comando do país.

Fonte: Brasil 247

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