Lula propõe recriar Ministério da Segurança Pública e promete aumento real do salário mínimo
Por Rodrigo Martins — Carta Capital
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Plano de governo do candidato à reeleição pelo PT também prevê ampliação do Farmácia Popular e investimento em defesa nacional
O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, apresentou um plano de governo que combina a continuidade de políticas da gestão atual com a criação de novas estruturas na máquina pública. O documento, divulgado nesta sexta-feira 18, serve de base para a campanha de reeleição e elenca prioridades em áreas como segurança, economia, saúde e soberania nacional.
Segurança pública e defesa
Uma das principais proposições do programa é a criação do Ministério da Segurança Pública. Conforme o plano, a nova pasta ficaria responsável por coordenar, em conjunto com estados e municípios, a execução das políticas nacionais do setor. A estrutura também teria a função de integrar as três esferas de governo no combate ao crime organizado.
A proposta prevê o fortalecimento do Programa Brasil contra o Crime Organizado, lançado em maio deste ano. Entre as medidas elencadas estão o enfrentamento ao tráfico de armas, munições e explosivos, o bloqueio financeiro de organizações criminosas e milícias e o reforço da segurança nos presídios.
No campo da defesa, o documento defende a proteção das fronteiras e o fortalecimento da Base Industrial e Tecnológica de Defesa, com equipamento das Forças Armadas. O plano também menciona o fortalecimento da Inteligência de Estado para lidar com ameaças geopolíticas, cibernéticas e do crime organizado transnacional. Segundo o texto, a atividade seria exercida em caráter civil e subordinada ao Estado Democrático de Direito.
Economia e trabalho
Na área econômica, o programa de Lula prevê a isenção de impostos para a cesta básica e a continuidade da política de valorização do salário mínimo, com aumentos sempre acima da inflação. A campanha afirma que buscará manter a inflação sob controle de forma duradoura, com o objetivo de garantir que a renda real da população cresça acima do custo de vida.
Para a indústria, o plano aponta o fortalecimento do que chama de neoindustrialização. O foco estratégico, de acordo com o documento, está na inovação, inteligência artificial, minerais críticos e outros ativos capazes de posicionar o Brasil como protagonista em áreas portadoras de futuro.
Saúde e educação
No setor de saúde, a campanha fala em criar a maior rede pública de cuidado ao câncer do mundo, com investimentos em diagnóstico e tratamento, além da atualização de medicamentos quimioterápicos e imunoterápicos. Para o programa Farmácia Popular, existente desde 2004, a proposta é incluir exames laboratoriais, de diagnóstico e de monitoramento de condições crônicas, como hipertensão arterial e diabetes.
A educação é outro eixo destacado. O plano promete ampliar a rede de institutos federais de educação técnica e tecnológica, com prioridade para a interiorização, periferias urbanas e municípios com baixa oferta de cursos técnicos. O documento também menciona a expansão da cobertura de creches e o investimento em ensino integral.
Combate à corrupção e política externa
As propostas de combate à corrupção incluem a continuidade do Plano de Integridade e Combate à Corrupção 2025–2027, com foco na prevenção e na responsabilização. O plano prevê o aprimoramento de medidas de transparência, com o Portal da Transparência baseado em dados abertos e inteligência artificial.
Na política externa, um eventual novo governo Lula teria como prioridade a integração da América do Sul e a afirmação da região como zona de paz. O Mercosul, segundo o documento, seria consolidado como principal plataforma de integração econômica, produtiva, política e social do continente.
*Com informações da Agência Brasil.
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Fonte: Carta Capital