Lula projeta “revolução tecnológica” em novo mandato

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Por Luis Mauro Filho — Brasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (11) que pretende promover uma “revolução tecnológica” no Brasil caso seja reeleito para um quarto mandato. Durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, o petista apresentou a inteligência artificial, a formação de profissionais para a indústria digital e a transformação do setor energético como prioridades de seu próximo governo, associando o avanço tecnológico à ampliação do acesso ao ensino superior e à criação de empregos de qualidade.

“É por isso que o nosso próximo mandato é para fazer uma revolução tecnológica nesse país”, declarou Lula, em discurso diante de apoiadores de sua candidatura à reeleição, no ato organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para mobilizar eleitores antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

O presidente afirmou que o país precisa ampliar a formação de trabalhadores para atender às exigências das novas tecnologias e desenvolver atividades econômicas relacionadas à digitalização e à transição energética.

“A gente vai ter que formar muita gente em inteligência artificial, a gente vai ter que formar muita gente na nova indústria digital, a gente vai ter que fazer a revolução energética”, disse.

Lula apresentou a qualificação profissional como parte central de sua proposta para uma nova etapa de desenvolvimento econômico. Segundo ele, a expansão das oportunidades educacionais precisa acompanhar a modernização da estrutura produtiva brasileira, permitindo que mais trabalhadores ocupem postos de maior qualificação.

O presidente também destacou a necessidade de vincular a formação universitária às oportunidades de trabalho, argumentando que a obtenção de um diploma deve estar acompanhada de perspectivas concretas de ascensão profissional e melhoria da renda.

“E não é apenas o diploma, é o diploma carregado de emprego de qualidade”, afirmou.

Lula quer ampliar número de brasileiros com diploma universitário

Ao defender o fortalecimento do ensino superior, Lula comparou o número de trabalhadores com formação universitária no início de sua primeira gestão, em 2003, com a situação atual do mercado de trabalho.

“Quando nós chegamos à Presidência, em 2003, o Brasil tinha apenas 4 milhões e 800 mil pessoas com diploma universitário no mercado de trabalho. Hoje, o Brasil já tem 26 milhões, e nós queremos 50, nós queremos 100”, declarou.

Os números foram apresentados pelo presidente durante o pronunciamento. Lula não detalhou a fonte das estatísticas nem especificou os prazos e as medidas necessárias para alcançar os patamares mencionados.

A ampliação do acesso à universidade foi relacionada pelo petista à necessidade de preparar o país para mudanças no mercado de trabalho decorrentes da inteligência artificial, da digitalização industrial e do desenvolvimento de novas tecnologias.

A proposta também se conecta a compromissos apresentados pelo presidente durante a campanha eleitoral. Seu programa de governo prevê investimentos em industrialização, fortalecimento do ensino técnico, ampliação da infraestrutura educacional e desenvolvimento tecnológico. <Cite refs={[“turn166005news20″,”turn166005search5”]}/>

Presidente defende participação dos jovens nas decisões do governo

Lula também associou a transformação tecnológica à participação da juventude na definição das prioridades nacionais. Diante da presença de jovens na manifestação, o presidente afirmou que o governo precisa ouvir suas demandas e ampliar os espaços de participação política.

“A juventude tem que ser ouvida. Não basta fazer as coisas de cima pra baixo”, declarou.

O petista afirmou que as reivindicações da população se ampliaram desde o início de sua trajetória política, quando o combate à fome e a melhoria das condições salariais estavam entre as principais bandeiras defendidas pelo movimento sindical.

Segundo Lula, a sociedade passou a exigir também acesso à cultura, à educação, a empregos qualificados e à participação nas decisões governamentais.

“A gente não quer só comida. A gente quer cultura. A gente quer cinema. A gente quer estudar. A gente quer emprego de qualidade. A gente quer liberdade. A gente quer democracia”, afirmou, reproduzindo as reivindicações que disse ter ouvido durante a campanha.

Para o presidente, essas demandas exigem políticas que ultrapassem a garantia das necessidades básicas e ampliem as oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional.

Transformação tecnológica integra propostas para eventual novo governo

A defesa de uma revolução tecnológica ocorre em um momento em que Lula procura apresentar propostas para um eventual quarto mandato. O presidente já havia abordado a necessidade de ampliar a formação de especialistas em inteligência artificial, matemática e outras áreas científicas durante a convenção que oficializou sua candidatura, em agosto. <Cite refs={[“turn166005search5″,”turn166005search7”]}/>

Na ocasião, Lula também relacionou o desenvolvimento tecnológico à exploração de minerais estratégicos, à indústria nacional e à transição energética, defendendo maior capacidade brasileira de produzir tecnologias e agregar valor às matérias-primas.

No discurso deste domingo, o presidente não apresentou valores de investimento, metas específicas para a formação de profissionais em inteligência artificial ou um calendário de implantação das medidas anunciadas.

Além da transformação tecnológica, Lula apontou mudanças na segurança pública como outra prioridade de um eventual novo mandato.

“A gente vai ter que fazer uma revolução na segurança pública, porque nós precisamos garantir segurança para o povo e prisão para os bandidos, para que a sociedade possa viver tranquila”, declarou.

A manifestação na Avenida Paulista integrou as atividades da campanha presidencial para o segundo turno. O ato reuniu apoiadores do governo e lideranças políticas, entre elas o vice-presidente Geraldo Alckmin, e teve como um dos objetivos ampliar a mobilização da juventude em torno da candidatura petista.

Fonte: Brasil 247

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