Lula e o SUS: os 13 compromissos que o Brasil precisa

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Por Nelsão da Força — Brasil 247

O Brasil aprendeu da pior forma o que acontece quando o Sistema Único de Saúde é enfraquecido. Foram anos de teto de gastos, de filas crescentes e de negacionismo. Quem vive do trabalho sabe o que isso significa na prática: madrugada na porta do posto para conseguir ficha, meses de espera por um exame e famílias endividadas para pagar um atendimento privado.

O governo do presidente Lula virou essa página. E virou com trabalho, gestão e investimento.

Para enfrentar o maior gargalo histórico do SUS, que é o acesso ao especialista, o governo criou o programa Agora Tem Especialistas. Não se trata de mais um programa com nome bonito. É uma mudança estrutural que ataca o problema em três frentes: tecnologia, gente e gestão. Com a telessaúde integrada, as carretas de exames que percorrem o interior, o prontuário eletrônico e a organização da fila nacional por critério de risco, o SUS entrou definitivamente no século 21.

Ao mesmo tempo, houve a recomposição humana. O Mais Médicos foi recriado e ampliado, com mais de 28 mil profissionais, os agentes comunitários de saúde voltaram a ser valorizados e o SAMU teve a frota renovada. O resultado apareceu onde mais importa: na vida das pessoas.

Apenas em 2025, o SUS registrou o maior volume de atendimentos da sua história, com 14,9 milhões de cirurgias realizadas e 43,7 milhões de exames especializados. São números que representam mães que conseguiram mamografia no tempo certo, trabalhadores que voltaram a enxergar após cirurgia de catarata e crianças que tiveram diagnóstico precoce.

Esse esforço de reconstrução agora ganha um novo patamar com a apresentação dos 13 Compromissos para a Saúde. São diretrizes claras para os próximos quatro anos, que apontam para um SUS mais resolutivo e mais presente no território.

Os compromissos vão do óbvio que nunca foi feito à inovação necessária: garantir a política de fila zero para cirurgias e exames, assegurar o diagnóstico de câncer em até 30 dias e o início do tratamento em até 60 dias, fortalecer a saúde da mulher com acesso integral a preventivo, mamografia e parto humanizado e garantir cuidado integral para crianças e idosos.

Há também compromissos estruturantes, como a ampliação definitiva da Farmácia Popular, com gratuidade para 40 medicamentos, a multiplicação dos CAPS para enfrentar a crise de saúde mental, a transformação do Mais Médicos em política permanente de Estado e a retomada da produção nacional de vacinas, fármacos e equipamentos, garantindo soberania sanitária.

Outro ponto central é o SUS digital, mas humano. A proposta prevê um cartão SUS único no celular do cidadão, integrado nacionalmente, sem abrir mão da presença do agente de saúde na porta de casa. É tecnologia a serviço do cuidado, não para substituir o contato humano.

Diante de dois projetos tão distintos para a saúde, a escolha fica evidente. De um lado, um projeto que enxerga saúde como gasto a ser cortado e que flertou com o negacionismo durante a pandemia. De outro, um projeto que entende saúde como investimento, como direito constitucional e como motor de desenvolvimento.

Investir no SUS da saúde e não na doença e no negacionismo é mais que um slogan. É uma diretriz de governo. É o que garante que o Brasil continue a ter um sistema público, universal e gratuito, referência para o mundo.

A perspectiva que se coloca, portanto, é que a esperança e a saúde vão vencer de novo.

Viva o SUS.

Fonte: Brasil 247

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