Lula e a eleição anti Lula
Por Antonio Eustáquio Ribeiro — Brasil 247
As eleições presidenciais de 2026 no Brasil são o retrato irretocável do sadismo e perversidade da elite financeira do Brasil, que controla os bancos, as indústrias, os grandes varejistas e também as empresas de comunicação dentre outros. São, portanto, os donos do dinheiro. E a cobertura da grande mídia escancara esta postura.
Se o comportamento destas pessoas se pautasse pela nobreza na política, pelo respeito à democracia, pelo respeito à sociedade e às leis, colocariam todas suas capacidades na reeleição do presidente Lula, um governo que dialoga com todos, que respeita os marcos legais, que promove políticas públicas para todos os segmentos, sem, em hipótese alguma, atacar estes atores detentores do dinheiro.
Mas não, estas pessoas, muito pelo contrário, são as que alimentam e alimentaram ao longo da história qualquer candidatura que se opusesse a políticas sociais de resgate da sociedade e que buscasse uma vida digna para todos. Foram criados dentro de um caldo de cultura que os faz sádicos e perversos por natureza, com uma visão de que isto é o mundo e que assim deve ser sempre.
O candidato Flávio Bolsonaro, um inútil que cumpre mandatos parlamentares há mais de 20 anos sem apresentar absolutamente nada de relevante para o país, encarna este perfil do anti Lula de 2026, e, a despeito de todo tipo de comportamento reprovável e criminoso, ganha o apoio às vezes explícito e às vezes velado desta gente endinheirada, que só vê no candidato a certeza da manutenção de seus inúmeros privilégios em detrimento da imensa maioria do povo brasileiro.
Este tóxico candidato é hoje o que foi Serra em 2010, Aécio em 2014 e Bolsonaro pai em 2018 e 2022, ou seja, aquele que pode livrar esta gente perversa de ter que conviver com um representante do povo na presidência da república. E um anti Lula muito piorado em comparação com os anteriores, até mesmo seu pai.
Este ano o escancaramento desta guerra anti Lula ficou tão explícito que não importa o tenebroso presente e passado deste atual candidato anti Lula. São inúmeros eventos que deixam claro a relação íntima deste candidato com a milícia e assassinos de aluguel: condecorações, empregos no gabinete e esquemas de desvio de dinheiro público. Agora mais recentemente as fortíssimas evidências da relação promíscua com um ex-banqueiro responsável pelo maior crime financeiro da história do país: cobrança de dinheiro que envolve evasão de divisas e lavagem de dinheiro, festas em imóveis e viagens em jatos do banqueiro. E não nos esqueçamos da existência de um escritório de negócios do candidato no mesmo endereço do maior fraudador da história do INSS no país.
Com um currículo destes, era para qualquer cidadão do país se perfilar contra esta candidatura e cobrar punição severa contra tudo que ele já praticou e pratica. Porém, com todos os desvios morais que ligam o candidato à criminalidade, em especial ao crime organizado, nada demove esta elite endinheirada de tentar emplacá-lo como presidente, visto ser ele o mais viável anti Lula do momento. Nada importa desde que o estado de exploração social praticado e defendido por esta minúscula parcela da população continue intocável.
Infelizmente nada de diferente se poderia esperar de uma elite formada sob o manto da violência e do maior crime da humanidade, a escravidão. Não importa a ética, não importa o estado de direito, não importa a democracia. Não existe limite para esta gente impor seu desejo.
É a eterna guerra contra o povo, contra a justiça social, em favor da desigualdade, da exploração e do benefício próprio que move mais esta eleição, que não é uma eleição entre projetos diferentes, é uma eleição de uma pequeníssima parcela da população contra toda uma sociedade, cujas necessidades se materializam na candidatura Lula.
Fonte: Brasil 247