Lula defende decisões de Fachin para conter crise no STF: “era preciso botar ordem na casa”

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Por Paulo EmilioBrasil 247

247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu em defesa, nesta quinta-feira (10), das decisões tomadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em meio à crise institucional aberta na Corte. Em entrevista ao SBT, Lula disse que Fachin agiu de forma correta ao centralizar a condução de processos sensíveis e tentar reorganizar o ambiente interno do tribunal.

“Eu acho que o Fachin agiu corretamente ontem. Ele vai ter que pegar esse processo e trazer para ele, colocar ordem na casa e fazer com que a Suprema Corte faça um processo de apuração”, afirmou.

Lula cobra postura institucional no Supremo

Ao comentar a disputa pública entre ministros do STF, Lula afirmou que a Corte não pode transformar divergências internas em embates expostos à sociedade. Para o presidente, a Suprema Corte deve preservar uma postura institucional diante da relevância de suas atribuições.

“Então eu acho que está no caminho certo agora. Colocou um pouco de ordem na casa. Não é possível, não é aceitável que, diante da sociedade, fiquem os ministros da Suprema Corte brigando um com outro, dando declaração um contra o outro e a sociedade passiva assistindo”, disse.

Questionado se a crise no Supremo afeta o governo, Lula negou qualquer relação direta do Executivo com a situação. Ele afirmou que sua preocupação, como presidente da República, é preservar a importância institucional do tribunal.

“Minha preocupação, como presidente, é que a Suprema Corte é muito importante e não pode ser banalizada. Os membros da Suprema Corte tem que ter um comportamento acima do nível da sociedade brasileira”, afirmou.

Fachin assume inquérito e pauta julgamento

As declarações de Lula ocorreram um dia após Fachin anunciar uma série de medidas no STF. Entre elas, está o agendamento, para a próxima terça-feira (15/9), de um julgamento sobre relatório da Polícia Federal que aponta troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ministro Alexandre de Moraes.

Fachin também assumiu a condução da investigação conhecida como inquérito das fake news, retirando Moraes da função. Outra decisão foi suspender medidas relacionadas ao afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

Fonte: Brasil 247

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