Lula amplia atos de rua para mobilizar eleitores na reta final da campanha

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma intensificação dos atos de rua antes do primeiro turno, com visitas previstas a pelo menos três estados nesta semana. Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a estratégia busca mobilizar principalmente eleitores de menor renda, considerados pela campanha mais propensos à abstenção, e ampliar o contato com quem ainda não decidiu o voto.

O movimento ocorre em meio ao estreitamento da disputa com Flávio Bolsonaro (PL). Conforme os dados da pesquisa Datafolha citados pelo Painel, Lula aparece com 39% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 36%, resultado que coloca os dois em situação de empate técnico.

Dentro da campanha petista, integrantes defendem que o presidente dedique mais tempo às ruas e reduza a participação em eventos fechados. A avaliação desses aliados é que a presença de Lula diante do público pode ajudar a convencer indecisos e transformar a aproximação com o eleitorado em votos.

A programação da semana prevê uma passagem pelo Rio de Janeiro na quarta-feira (23), quando o presidente participará de um encontro com personalidades da cultura. Na quinta-feira (24), a agenda será em Alagoas, com um ato ao lado de Renan Filho (MDB), candidato ao governo estadual. Para sexta-feira (25), está prevista uma caminhada em Pernambuco com João Campos (PSB).

Além de ampliar a exposição do candidato, a campanha pretende concentrar o discurso em temas com impacto direto na rotina da população. Salário mínimo e jornada de trabalho estarão entre os assuntos usados para estabelecer diferenças em relação ao adversário.

A linha de comunicação planejada pelos petistas é afirmar que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro levaria ao congelamento do salário mínimo e à manutenção da escala de trabalho 6×1. Trata-se do discurso que a campanha de Lula pretende adotar no confronto eleitoral, em resposta à insistência do candidato do PL em associar o governo petista ao aumento do custo de vida.

Um dos coordenadores da campanha, o ministro Guilherme Boulos, também levou à mobilização de rua críticas sobre as consequências de uma vitória do adversário para a soberania brasileira. Durante uma assembleia popular em Campo Limpo, na capital paulista, no fim de semana, ele declarou:

“O que vai acontecer neste país se Flávio Bolsonaro ganhar a eleição para presidente? Quem vai mandar no Brasil não é ele, não. Quem vai mandar no Brasil é o Trump, pra tomar nossas riquezas e levar para enriquecer eles”

A organização da militância é outra frente da estratégia. No domingo (20), a campanha inaugurou na cidade de São Paulo um espaço destinado ao recrutamento de voluntários para atuar no estado. A iniciativa se soma à defesa, feita por aliados, de uma participação mais frequente de Lula em atividades de contato direto com os eleitores na etapa final da disputa.

Fonte: Brasil 247

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