Leilão da ANP arremata sete blocos do pré-sal e prevê R$ 778 milhões na fase de exploração
Por Luis Mauro Filho — Brasil 247
247 – Seis empresas arremataram sete dos 13 blocos do pré-sal oferecidos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta quarta-feira (7), no Rio de Janeiro. As áreas estão localizadas nas bacias de Campos e Santos e deverão exigir pelo menos R$ 778.426.200 em investimentos durante a fase de exploração.
Segundo a ANP, este foi o ciclo de partilha com o maior número de blocos arrematados desde o início da Oferta Permanente. O recorde anterior havia sido registrado no 3º Ciclo, em 2025, quando cinco áreas foram adquiridas. Os bônus de assinatura previstos para os sete blocos somam R$ 530.466.522,04.
O resultado também ampliará em 58% a área exploratória submetida ao regime de partilha, de 24,8 mil km² para 39,2 mil km². A agência informou ainda que o número de blocos exploratórios nesse regime passou de 13 para 22.
Todas as ofertas vencedoras superaram os percentuais mínimos de excedente em óleo para a União estabelecidos no edital. O ágio médio chegou a 108,38%, enquanto Rodocrosita apresentou o maior ágio, de 494,64%. As seis empresas que apresentaram propostas saíram vencedoras em pelo menos uma área.
Quem venceu cada bloco
Na Bacia de Campos, a Prio Forte arrematou Magnetita, oferecendo 32,80% de excedente em óleo para a União, e Hematita, com 7,18%. A Petrobras ficou com Azurita, mediante oferta de 30%.
Na Bacia de Santos, o bloco Jade ficou com um consórcio formado pela CNOOC Petroleum, com participação de 70% e função de operadora, e pela Sinopec, com 30%. A proposta destinou 18,20% do excedente em óleo à União. A Petrobras arrematou Cruzeiro do Sul com oferta de 15,27%.
A Equinor Brasil venceu a disputa por Rubi, com percentual de 25,02%. A companhia também integra, com a Galp Energia Brasil, o consórcio vencedor de Rodocrosita, que ofertou 15,52% de excedente em óleo; a Equinor detém 70% do consórcio e aparece como operadora.
Os vencedores ainda precisarão cumprir as etapas previstas no cronograma, incluindo a apresentação de documentos e o pagamento dos bônus de assinatura antes da formalização dos contratos. A ANP prevê que as assinaturas ocorram até 26 de fevereiro de 2027.
Como funciona o regime de partilha
Na Oferta Permanente de Partilha, podem ser licitados blocos localizados no Polígono do Pré-Sal e em outras áreas consideradas estratégicas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Nesse regime, a empresa contratada retém inicialmente parcela da produção necessária para recuperar os custos da operação. O volume restante, chamado de excedente em óleo, é dividido entre a União e a contratada. Nos leilões, vence quem oferece ao governo o maior percentual desse excedente, respeitado o mínimo definido no edital.
Como o bônus de assinatura tem valor previamente fixado, a competição entre as empresas ocorre pelo percentual de petróleo e gás destinado à União. A parcela pertencente ao governo federal nos contratos de partilha é posteriormente comercializada pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).
Fonte: Brasil 247