Justiça dos EUA marca audiência sobre liberdade de Cilia Flores

0

Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – A Justiça dos Estados Unidos marcou para 8 de outubro a audiência que analisará o pedido de liberdade de Cilia Flores, primeira-dama da Venezuela. Segundo a teleSUR, a defesa solicita que ela aguarde o julgamento em prisão domiciliar devido ao agravamento de problemas cardíacos durante o período de detenção.

De acordo com a emissora venezuelana, o juiz federal Alvin K. Hellerstein agendou a sessão para as 10h30, no horário de Nova York. A data foi proposta em uma carta apresentada pelo escritório Parker Sanchez & Donnell e pelo representante legal de Flores. O magistrado aprovou o cronograma com a anotação “Assim ordenado”.

Antes da audiência, o governo dos Estados Unidos deverá responder ao pedido de liberdade até 23 de setembro. A defesa terá até 30 de setembro para apresentar sua réplica. Somente depois dessas manifestações o tribunal examinará a possibilidade de substituir a prisão pela permanência em uma residência particular em Nova York.

O pedido foi protocolado em 9 de setembro. Os advogados sustentam que a primeira-dama, de 69 anos, enfrenta uma “grave deterioração” de sua saúde cardíaca. A documentação menciona episódios de dor no peito, arritmias e perda de mais de 11 quilos desde a prisão.

A proposta apresentada ao tribunal prevê que a residência seja submetida a um sistema de segurança administrado pela empresa Guidepost Solutions. Os demais detalhes das condições sugeridas para a prisão domiciliar não foram informados.

Em 10 de setembro, Hellerstein autorizou que o prontuário médico anexado pela defesa permanecesse sob sigilo. Por isso, não são conhecidos publicamente os diagnósticos, exames e demais informações clínicas usados para fundamentar o pedido.

A análise sobre a liberdade de Flores será uma etapa anterior à audiência preliminar já marcada para 17 de novembro. Nessa sessão, o tribunal deverá examinar as moções apresentadas pela defesa antes do julgamento, cuja abertura está prevista para 2027.

Flores e o presidente venezuelano Nicolás Maduro foram sequestrados em Caracas por forças especiais norte-americanas em 3 de janeiro de 2026. A operação militar deixou 100 mortos. Delcy Rodríguez, então vice-presidente, assumiu interinamente o comando da Venezuela.

Maduro e Flores declararam-se inocentes durante a primeira audiência judicial, realizada em 5 de janeiro. Desde então, ambos permanecem detidos no Centro de Detenção Federal do Brooklyn, em Nova York.

As defesas adotam argumentos jurídicos distintos. Maduro questiona a legalidade da operação que o retirou da Venezuela e reivindica imunidade soberana. Flores, por sua vez, sustenta que deveria ser protegida pela imunidade relacionada à condição de primeira-dama.

Em julho, acusação e defesa concordaram que o julgamento não teria início antes de 1º de junho de 2027. Até lá, o tribunal deverá resolver as questões preliminares e decidir se Flores poderá deixar o centro de detenção enquanto responde ao processo. A primeira decisão sobre essa possibilidade será tomada após a audiência de 8 de outubro.

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *