Jilmar Tatto vê “grande consenso” na Câmara dos Deputados sobre Tarifa Zero
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O deputado federal Jilmar Tatto (PT-SP), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Tarifa Zero, afirmou nesta sexta-feira (16) que há um amplo entendimento na Câmara dos Deputados em torno da proposta de gratuidade no transporte público. Em entrevista ao SBT News, o parlamentar disse acreditar que a medida pode ser aprovada ainda em 2026.
A proposta foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na quinta-feira (15). Segundo Tatto, a discussão já estava prevista na Câmara, que criou neste ano uma comissão especial para debater o tema.
“É um grande consenso lá na Câmara, porque foi criada, este ano, uma comissão especial para discutir esse tema. O [presidente da Câmara], Hugo Motta, se comprometeu conosco a instalar logo depois da eleição para não contaminar a questão eleitoral. Então, veio a calhar a PEC do presidente Lula com a instalação dessa comissão especial”, disse.
O deputado afirmou que pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, para assumir a relatoria da proposta. O relator será responsável por analisar o texto e apresentar um parecer aos demais parlamentares.
Tarifa Zero deve ser implantada por etapas
Tatto ponderou que o andamento da proposta dependerá do conteúdo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que será encaminhada à Câmara. Entre os pontos a serem avaliados estão o funcionamento do programa e a estrutura necessária para permitir a adesão dos municípios.
O parlamentar defendeu que a gratuidade seja implementada progressivamente, em vez de ser adotada simultaneamente em todo o país. Ele citou a possibilidade de oferecer transporte público gratuito nos fins de semana como parte de um planejamento mais amplo.
“[A Tarifa Zero para os finais de semana] na minha concepção, está dentro de um planejamento de um programa. Você não implanta o transporte gratuito nos municípios e em todo o Brasil numa virada de chave de uma hora para outra. Você tem que ir fazendo faseado, por partes”, disse.
Fonte: Brasil 247