Janja faz acordo com ex-conselheiro do Corinthians por ofensa “putana”
Congresso em Foco
Entrar
Cadastro
Entrar
Publicidade
Publicidade
Receba notícias do Congresso em Foco:
Acordo judicial
Congresso em Foco
21/9/2026 11:44
A primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, aceitou um acordo de R$ 5 mil para encerrar a ação por danos morais contra o ex-conselheiro vitalício do Corinthians Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne.
O processo tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo.
As partes pediram a homologação do acordo em 27 de agosto. Em 16 de setembro, a Justiça concedeu prazo de 15 dias para que a defesa de Evangelista se manifeste sobre o cumprimento dos termos. Os detalhes do entendimento estão sob sigilo.
A ação foi apresentada em janeiro de 2023. Na petição inicial, Janja pediu uma indenização de pelo menos R$ 50 mil, além da retratação pública e da divulgação integral de eventual sentença condenatória nas redes sociais do réu.
Publicação ocorreu em dezembro de 2022
Segundo a petição, a publicação que motivou o processo foi feita na primeira semana de dezembro de 2022, depois da eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e antes da posse presidencial.
Na mensagem, Mané da Carne chamou Janja de “putana” e também atacou Lula. Depois de ser confrontado por um internauta, o então conselheiro reiterou as ofensas contra a futura primeira-dama.
A publicação foi posteriormente excluída, mas a defesa de Janja afirmou que o conteúdo havia sido preservado em reportagens e alcançado repercussão nacional.
Janja apontou misoginia
Na ação, Janja sustentou que os ataques ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e atingiram sua honra e imagem. Para a defesa, as declarações tiveram caráter machista e misógino.
“Por meio do seu tom ultrajante, o réu busca diminuir o papel da mulher, da profissional, que a autora desempenha perante a sociedade brasileira.”
O documento também citou um episódio de novembro de 2021 no qual Evangelista foi acusado de fazer um comentário machista contra uma integrante do Conselho Deliberativo do Corinthians. O caso foi arquivado pelo Conselho de Ética do clube em dezembro daquele ano.
Ex-conselheiro alegou ter sido enganado
Ao se defender no processo, Mané da Carne afirmou que havia recebido uma montagem que atribuía falsamente a Janja uma imagem de teor sexual. Segundo ele, o conteúdo falso o induziu ao erro.
Evangelista também alegou que enfrentava problemas de saúde e utilizava medicamentos que poderiam afetar seu estado mental. Apesar dos ataques contra Janja e Lula, declarou ser apoiador do presidente.
O ex-conselheiro afirmou estar arrependido e reconheceu que a publicação havia sido “infeliz e inadequada”.
Em outro caso, a Polícia Civil de São Paulo pediu, em 2024, o indiciamento de Evangelista por suspeita de injúria racial contra dois conselheiros do Corinthians. Ele negou a acusação e afirmou ter usado outra expressão.
Tags
Temas
LEIA MAIS
Escala 6×1
Romeu Zema defende alternativa à CLT e ironiza jornada de 40 horas
Repercussão
Raquel Lyra se desculpa por fala sobre laqueadura: “faz sem ela saber”
Redes sociais
Damares cobra remoção de comentários sexuais após morte de influencer
CONGRESSO EM FOCO NAS REDES
Fonte: Congresso em Foco