Irlanda usará braçadeiras pretas contra Israel em meio a pedidos de boicote por genocídio em Gaza

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Por José Reinaldo — Brasil 247

247 – Os jogadores da República da Irlanda entrarão em campo com braçadeiras pretas neste domingo (27), diante de Israel, em homenagem às pessoas mortas na Faixa de Gaza. O confronto pela Liga das Nações será disputado em Debrecen, na Hungria, após uma votação do elenco sobre a realização da partida em meio à pressão por um boicote.

Segundo a teleSUR, a Federação Irlandesa de Futebol (FAI) confirmou que uma “maioria significativa” dos atletas decidiu jogar, embora houvesse “opiniões divergentes”. O diretor executivo da entidade, David Courell, informou que um jogador deixou a convocação antes do confronto. A federação manteve os dois compromissos contra Israel pelo Grupo B3.

A decisão foi tomada após uma campanha contrária aos jogos. Mais de 160 esportistas irlandeses assinaram uma carta aberta pedindo que a seleção não enfrentasse Israel. A mobilização, promovida pelo grupo Irish Sport for Palestine, também defende a suspensão da seleção israelense das competições internacionais.

O meio-campista Jason Knight manifestou publicamente sua discordância da realização da partida. “Não acho que o jogo deva acontecer, mas vai acontecer”, afirmou.

O técnico Heimir Hallgrimsson reconheceu que alguns integrantes da equipe se sentiam “muito desconfortáveis” com o confronto. Ao se referir à atuação de Israel em Gaza, disse que a Irlanda jogaria “contra o genocídio”. A declaração provocou uma reação da Federação Israelense de Futebol.

A controvérsia também afetou a preparação para o jogo. Uma entrevista coletiva prevista para reunir o treinador e um atleta foi adiada pouco antes de começar. A imprensa irlandesa relatou pedidos de dispensa de outros jogadores, entre eles o goleiro Gavin Bazunu, mas a FAI confirmou oficialmente a saída de apenas um convocado.

O segundo encontro com Israel, marcado para 4 de outubro, terá mando oficial da Irlanda, mas será realizado em Bačka Topola, na Sérvia, com portões fechados.

Fonte: Brasil 247

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