Instituto Fome Zero convida candidatos de 2026 a assumirem compromisso com alimentação saudável e sustentável

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Por Instituto Fome ZeroMídia NINJA

Foto: Lyon Santos | MDS)
Instituto Fome Zero convida candidatos de 2026 a assumirem compromisso com alimentação saudável e sustentável

Carta Compromisso propõe políticas contra a fome e a obesidade, fortalecimento da agricultura familiar e enfrentamento da crise climática.


XEPA Ativismo

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Rede de ativismo alimentar da Mídia NINJA, que tem o objetivo de promover e defender o direito humano à alimentação segura e de qualidade para todos

Por
Instituto Fome Zero

15 de setembro de 2026

17:47

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Rede de ativismo alimentar da Mídia NINJA, que tem o objetivo de promover e defender o direito humano à alimentação segura e de qualidade para todos

O Instituto Fome Zero (IFZ) convida candidatos e candidatas às eleições de 2026 a assumirem um compromisso público com a promoção da alimentação saudável e sustentável para todos os brasileiros.

A iniciativa parte do reconhecimento de que, embora o Brasil tenha saído do Mapa da Fome da FAO, a insegurança alimentar permanece uma realidade desigual no país, afetando de forma desproporcional lares chefiados por mulheres, pessoas negras e pardas e populações de regiões como a Amazônia e o Semiárido.

Ao mesmo tempo, o país enfrenta as duas faces da má alimentação: a persistência da fome e o avanço da obesidade e de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardiovasculares, em um cenário marcado pelo fácil acesso a produtos ultraprocessados de baixo valor nutricional.

Diante desse cenário, o IFZ defende que o processo eleitoral seja também uma oportunidade para transformar a experiência acumulada pelo Brasil em compromissos concretos e permanentes de Segurança Alimentar e Nutricional.

Entre as propostas apresentadas está o uso da Reforma Tributária como instrumento de promoção da alimentação saudável, com redução de impostos sobre alimentos saudáveis e tributação de bebidas açucaradas e produtos ultraprocessados. A carta também defende a revisão de isenções para produtos nocivos e mecanismos capazes de financiar a transição para sistemas alimentares mais saudáveis.

O Instituto também destaca a importância de fortalecer a agricultura familiar e os circuitos locais de produção e abastecimento, ampliando programas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com diretriz de 45% de compras locais. Segundo a carta, essas medidas contribuem para gerar renda, dinamizar os territórios e ampliar o acesso a alimentos frescos.

A crise climática é outro eixo central do compromisso. Eventos extremos representam uma ameaça ao abastecimento e exigem políticas capazes de antecipar a proteção das populações vulneráveis. Por isso, o IFZ propõe a implementação de mecanismos de Proteção Social Antecipatória (PSA), com acionamento automático de benefícios a partir de alertas precoces, antes da ocorrência de desastres.

Seis compromissos para um Brasil sem fome e com alimentação saudável

A Carta Compromisso apresentada pelo Instituto Fome Zero reúne seis diretrizes que os candidatos são convidados a assumir publicamente:

  • Permanência fora do Mapa da Fome: manter e aprimorar políticas permanentes e integradas de combate à insegurança alimentar;
  • Prevenção da obesidade: tratar o sobrepeso como prioridade de saúde pública integrada ao SUS e apoiar iniciativas de restrição à propaganda e comercialização de produtos ultraprocessados;
  • Políticas fiscais saudáveis: reduzir a tributação sobre alimentos saudáveis e tributar bebidas açucaradas e ultraprocessados;
  • Fortalecimento da agricultura familiar: ampliar o apoio a pequenos produtores e as compras públicas locais;
  • Ação climática e Proteção Social Antecipatória: implementar mecanismos de PSA e vincular o financiamento agrícola a práticas sustentáveis e resilientes;
  • Participação social: assegurar transparência e controle social na formulação das políticas públicas, independentemente dos ciclos eleitorais.

Para o Instituto Fome Zero, o compromisso dos candidatos deve considerar não apenas seu histórico de atuação em Segurança Alimentar e Nutricional, mas também suas propostas e compromissos públicos para o futuro.

“O momento eleitoral deve transformar a experiência técnica do Brasil em compromisso público concreto, unindo justiça social, saúde e proteção climática”, defende o documento.

A Carta Compromisso é encerrada com um chamado à construção de um Brasil justo, com alimentação saudável e sustentável para todos.

Segue o texto na íntegra que foi enviado a todos os partidos:

Por um Brasil justo com alimentação saudável e sustentável para todos

O Instituto Fome Zero (IFZ) convida os candidatos nas eleições de 2026 a assumirem o compromisso com a promoção da alimentação saudável e sustentável. Embora o Brasil tenha saído do Mapa da Fome da FAO, a insegurança alimentar ainda afeta desproporcionalmente lares chefiados por mulheres, negros e pardos, além de regiões como a Amazônia e o Semiárido.

O país enfrenta as duas faces da má alimentação: a persistência da fome e o avanço da obesidade e de doenças crônicas (como diabetes e problemas cardiovasculares), impulsionados pelo fácil acesso a produtos ultraprocessados de baixo valor nutricional.  Diante disso, a Reforma Tributária é uma ferramenta essencial. A OMS recomenda a aplicação de imposto seletivo sobre ultraprocessados e bebidas açucaradas; estudos do Banco Mundial indicam que um aumento de 10% no preço desses itens reduz seu consumo em 17%. É urgente repensar a estrutura fiscal, extinguir isenções a produtos nocivos e taxar grandes fortunas para financiar a transição para sistemas alimentares saudáveis, corrigindo distorções que hoje subsidiam a monocultura e encarecem frutas, legumes e verduras.

Também é indispensável fortalecer circuitos locais de produção e abastecimento. Valorizar a agricultura familiar e expandir programas como o PNAE e o PAA — com a diretriz de 45% de compras locais — gera renda, dinamiza territórios e garante comida fresca na mesa. Por fim, o sistema alimentar deve responder à crise climática. Eventos extremos ameaçam o abastecimento. Por isso, defendemos a criação de mecanismos de Proteção Social Antecipatória (PSA), que acionam benefícios automaticamente via alertas precoces antes que os desastres ocorram. Instamos a todos os brasileiros verificarem, além do histórico de atuação em prol da Segurança Alimentar e Nutricional do nosso país, o compromisso público de todos os candidatos e às candidatas com as seguintes diretrizes:

  • Permanência fora do Mapa da Fome: Manter e aprimorar políticas permanentes e integradas de combate à insegurança alimentar.
  • Prevenção da Obesidade: Tratar o sobrepeso como prioridade de saúde pública integrada ao SUS e apoiar a iniciativa do Brasil de restringir a propaganda e comercialização de produtos ultraprocessados, apresentada este ano pelo Ministério da Saúde na Assembleia Mundial da OMS.
  • Políticas Fiscais Saudáveis: Reduzir o imposto de alimentos saudáveis e tributar bebidas açucaradas e ultraprocessados.
  • Fortalecimento da Agricultura Familiar: Ampliar o apoio a pequenos produtores e as compras públicas locais.
  • Ação Climática e PSA: Implementar a Proteção Social Antecipatória e vincular o financiamento agrícola a práticas sustentáveis e resilientes.
  • Participação Social: Garantir transparência e controle social na formulação das políticas,independentemente dos ciclos eleitorais. 

O momento eleitoral deve transformar a experiência técnica do Brasil em compromisso público concreto, unindo justiça social, saúde e proteção climática.

Fonte: Mídia NINJA

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