Inquérito apura homicídio culposo em mortes de passageiras de ônibus na BR 262

0

A Gazeta

Redes Sociais

Esqueci minha senha

Acesse aqui

Acesse aqui

Publicado em 29 de Setembro de 2026 às 11:43

Beatriz Caliman

Publicado em 

Receba as principais notícias de no seu Whatsapp.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente com um ônibus de excursão que matou três pessoas – o motorista e duas passageiras – e deixou outras 45 feridas na BR 262 , em  Ibatiba , na Região do Caparaó, no Espírito Santo, na noite de domingo (27).

Segundo o delegado de Ibatiba, Bruno Alves Rodrigues, as mortes das passageiras são investigadas, preliminarmente, como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas o resultado ocorre por imprudência, negligência ou imperícia.

Também são apuradas possíveis lesões corporais culposas relacionadas às demais vítimas. O motorista do ônibus, que também morreu no acidente, seria inicialmente investigado como pessoa física. Com a morte dele, houve extinção da punibilidade, conforme previsto no Código Penal. A investigação, no entanto, continuará para apurar eventual responsabilidade da empresa.

“O investigado inicial pessoa física seria o motorista, mas também veio a óbito, o que é uma causa de extinção de punibilidade prevista no Código Penal. Todavia, com a possibilidade de responsabilização da pessoa jurídica (empresa), nas esferas criminal, cível e administrativa, as investigações prosseguirão”, explicou o delegado.

O ônibus passará por exame especializado do Departamento de Engenharia Forense (DENF). Ainda não há data definida para a perícia.

O acidente, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), aconteceu por volta das 21h20 no ponto conhecido como “Curva da Ferradura”, no km 151 da BR 262, em Ibatiba.  O ônibus, que saiu de Contagem, em Minas Gerais, estava retornando de Itaoca, em Itapemirim, no Litoral do Espírito Santo, quando tombou na rodovia.

O motorista do ônibus, Douglas Rodrigues de Sousa Gonçalves, de 38 anos; e as passageiras Vera Lúcia de Andrade, de 53 anos; e Maria Aparecida Martins Barbosa, de 44 anos, morreram no acidente. Os corpos das três vítimas foram encaminhados à Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Venda Nova do Imigrante e liberados aos familiares. 

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu por volta das 21h20, na altura do km 151 da BR-262, no ponto conhecido como Curva da Ferradura. O ônibus havia saído de Contagem, em Minas Gerais, e retornava de Itaoca, em Itapemirim, no Litoral do Espírito Santo, quando tombou na rodovia.

Morreram no acidente o motorista Douglas Rodrigues de Sousa Gonçalves, de 38 anos, e as passageiras Vera Lúcia de Andrade, de 53, e Maria Aparecida Martins Barbosa, de 44. Os corpos foram encaminhados à Seção Regional de Medicina Legal (SML) da Polícia Científica, em Venda Nova do Imigrante, e liberados aos familiares.

Segundo a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) , o ônibus trafegava de forma irregular no momento do acidente . O veículo, de placa KJJ-3E79 e pertencente à empresa GOJ Transporte e Turismo Ltda., tinha uma Licença de Viagem aberta para o trecho entre Santa Bárbara (MG) e São Paulo (SP). Conforme a agência, o coletivo descumpria o itinerário autorizado ao passar pelo Espírito Santo.


A ANTT informou, porém, que o ônibus cumpria as exigências técnicas e legais de circulação. O Certificado de Segurança Veicular (CSV), a aferição do cronotacógrafo e o seguro contra acidentes estavam dentro da validade.


A constatação de que o ônibus trafegava por uma rota não autorizada deverá integrar o inquérito que apura as responsabilidades pelo acidente, informou a ANTT.

A reportagem de A Gazeta tenta contato com a empresa GOJ Transporte e Turismo Ltda. O espaço permanece aberto para manifestação.

Geraldo de Oliveira, responsável pela GOJ Transporte e Turismo Ltda., afirmou que o ônibus havia sido vendido pela empresa cerca de 35 a 40 dias antes do acidente, mas que a transferência ainda não havia sido formalizada. Segundo ele, o atual proprietário utilizou o coletivo para substituir outro ônibus que apresentou problema mecânico antes da viagem.

Geraldo disse que orientou o comprador a informar à ANTT sobre a substituição do veículo. “A gente tem a opção de informar troca de veículo, troca de motorista. Aconteceu um problema, pode ser substituído”, afirmou.

Ele afirmou que, no sábado, ao perguntar se o procedimento havia sido realizado, ouviu do comprador: “Eu não consegui informar a troca do veículo porque trabalho com cooperativa, não tenho sistema próprio da ANTT, sou cooperado”.

Geraldo acrescentou que, quando a empresa possui acesso direto ao sistema, a alteração pode ser feita em cerca de 20 minutos. Ele afirmou ainda que o ônibus estava com a documentação e o seguro regulares.

A reportagem aguarda contato do atual proprietário para ouvi-lo sobre o caso.

Veja Também 

Tópicos Relacionados

Notou
alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a
corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua
mensagem

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Privacidade e segurança

Privacidade e segurança

© 1996 – 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fonte: A Gazeta

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *