De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta

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Por Dani Alvarenga — Seu Dinheiro

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“ETFs first”. É assim que Pedro Mota, portfolio manager da Nu Asset Management, define a estratégia da gestora do Nubank. Durante o TAG Summit 2026, realizado nesta terça-feira (29) em parceria com o Market Makers, ele afirmou que toda a estratégia de crescimento da casa está concentrada nesse segmento. 

Segundo Mota, a Nu Asset quer multiplicar por mais de dez vezes o patrimônio sob gestão em Exchange Traded Funds (ETFs), ou fundos de índice, hoje em R$ 1,3 bilhão. 

A meta está alinhada às projeções de expansão desse mercado no país, com perspectivas de alcançar R$ 1 trilhão. ”O número mágico do primeiro trilhão é uma expectativa grande de toda a indústria”, afirmou durante o painel “ETFs: inovação, acesso e o futuro dos investimentos”.

ETFs rumo à R$ 1 trilhão 

O potencial de crescimento da classe é apoiado pelo tamanho do patrimônio total investido em fundos no Brasil, que gira em torno de R$ 10 trilhões. Porém, desse montante, apenas R$ 120 bilhões estão em ETFs. 

Na visão de Mota, há uma fatia expressiva de capital que deve ser rebalanceada à medida que investidores migrarem para veículos mais eficientes e de menor custo, como é o caso dos fundos de índices. 

“As alocações ‘core’, que compõem portfólios de longo prazo e voltados para proteção contra a inflação, podem ser feitas tanto através da compra direta do título ou por um ETF. O que estamos vendo agora é que as novas decisões de alocação estão indo principalmente para os fundos de índice, porque o mercado está entendendo que eles são mais eficientes”, afirmou Mota. 

Além disso, ele avalia que a classe possibilita democratizar o acesso aos ativos, já que não faz distinção entre o grande e pequeno investidor. Nos fundos tradicionais, quem aplica milhões costuma ter acesso a taxas de administração menores do que o pequeno investidor. Essa distinção não existe nos ETFs. 

“Um investidor pessoa física que compra R$ 100 em cotas no home broker investe exatamente no mesmo ticker, com a mesma transparência diária e pagando a mesma taxa proporcional que o Fundo Soberano da Noruega, o maior fundo de pensão do mundo”, disse.  

Nu Asset de olho na evolução do mercado 

Mas não é apenas o cenário atual dos ETFs que brilha aos olhos da Nu Asset. Segundo Mota, a gestora vê mudanças estruturais no horizonte da classe, começando por uma alteração nas regras impostas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aos ativos. 

A xerife dos mercados estuda atualizar a norma que define o produto estritamente como “fundo de índice”. 

A mudança na regra, que possui mais de 20 anos, permitiria o lançamento de ETFs de gestão ativa no Brasil. Ou seja, em vez de apenas replicar índices existentes, os gestores poderão aplicar estratégias dinâmicas. 

Esse processo de maior dinamismo do mercado já vem em andamento. No passado, os ETFs apenas copiavam o índice das maiores empresas da bolsa, como o Ibovespa. A nova geração de produtos, no entanto, aplica filtros e regras transparentes sobre os ativos. 

É o caso do NU Ibov Smart Dividendos (NSDV11), que replica o Índice Bovespa Smart Dividendos, criado pela B3 em parceria com a Nu Asset Management. 

O ETF replica o índice que filtra as maiores pagadoras de dividendos do principal índice da bolsa brasileira com base no histórico de pagamentos dos últimos seis anos, dando maior peso aos proventos mais recentes. 

Segundo Mota, a Nu Asset já desenvolveu 13 ETFs ”do zero” em parceria com a B3. 

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Fonte: Seu Dinheiro

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