Haddad: ‘Flávio Bolsonaro está enrolado em todos os escândalos de corrupção do país’

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – Durante comício realizado neste sábado (26) na Zona Leste da capital paulista, o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) possui envolvimento direto em múltiplos episódios de corrupção investigados no país, posicionando a aliança progressista como uma barreira para impedir que forças ligadas a esquemas ilícitos assumam o comando da Presidência da República.

O evento de campanha reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e as candidatas ao Senado Federal, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). Ao se dirigir ao público em uma região onde o PT possui forte histórico político, Haddad relembrou que, embora a legenda tenha governado a cidade de São Paulo em apenas três oportunidades, as principais políticas públicas estruturantes da capital foram implementadas por gestões progressistas. Ele citou investimentos marcantes na periferia, como a implantação dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) com salas de cinema, os Hospitais Dia, hospitais gerais, corredores de ônibus e ciclovias, ressaltando o empenho de parlamentares eleitos pelas zonas Leste e Sul em priorizar as necessidades da população periférica.

Ao tratar de sua trajetória à frente do Ministério da Educação, Haddad enfatizou a transformação no perfil de acesso ao ensino superior, lembrando que antes da gestão petista não havia presença significativa de estudantes e professores pretos e pobres nas universidades. Ele destacou que, atualmente, 68% dos estudantes da rede federal de ensino são oriundos da escola pública e lembrou que, ao implementar o Programa Universidade para Todos (Prouni), a gestão sofreu críticas da oposição, ao mesmo tempo em que a maior expansão de vagas públicas federais foi promovida por Lula.

O candidato também abordou sua atuação à frente do Ministério da Fazenda, ressaltando as medidas de justiça tributária implementadas pela atual gestão federal. Haddad destacou que a taxação sobre instituições financeiras, empresas de apostas eletrônicas e grandes fortunas permitiu tributar 141 mil contribuintes de altíssima renda para garantir a isenção do Imposto de Renda a 15 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil.

No campo das mudanças sociais e da jornada de trabalho, Haddad defendeu a alteração da escala 6×1 e associou a recente proibição das apostas eletrônicas — as chamadas bets — por meio de Medida Provisória assinada por Lula e Alckmin à defesa da convivência familiar e da saúde pública. Segundo o candidato, a redução do tempo de trabalho deve servir para o estudo, lazer, leitura e cuidado com os filhos e o lar, em vez de alimentar um vício estimulado pelos jogos de celular.

Na parte final do discurso, Haddad reforçou as críticas apresentadas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin a respeito das promessas não cumpridas de prestação de contas por parte de Flávio Bolsonaro sobre repasses de recursos financeiros vinculados a Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O candidato ao governo estadual acusou o parlamentar de estar associado a investigações de grande repercussão no país, mencionando o envolvimento de seu escritório com alvos da operação no INSS, a ligação com o Master, a proximidade histórica com o miliciano Adriano da Nóbrega e as acusações no caso das “rachadinhas” com Fabrício Queiroz. Haddad concluiu conclamando a militância a mobilizar o eleitorado para barrar as pretensões políticas do grupo adversário e assegurar a reeleição do presidente Lula.

Fonte: Brasil 247

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