Guilherme Derrite bate recorde e se torna senador mais votado da história do Brasil

0

Por Otávio Rosso — Brasil 247

247 – Com 13.273.880 votos, Guilherme Derrite (PP) foi eleito senador por São Paulo neste domingo (4) e estabeleceu um novo recorde nacional de votação para o cargo. O ex-secretário estadual da Segurança Pública recebeu 30,59% dos votos válidos e tornou-se o senador mais votado da história do país em números absolutos.

A segunda vaga paulista ficou com André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que somou 12.703.089 votos, equivalentes a 29,28% dos válidos.

Com o resultado, os dois candidatos apoiados pelo governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos) passaram a ocupar as duas maiores marcas de votação já registradas para o Senado no Brasil.

Até então, o recorde pertencia a Aloysio Nunes Ferreira, eleito senador por São Paulo em 2010 pelo PSDB com 11.189.168 votos. Derrite superou a marca em mais de 2 milhões de votos, enquanto André do Prado também ultrapassou o resultado alcançado pelo ex-senador.

A dimensão da vantagem obtida pela dupla contrariou o cenário indicado pela última pesquisa Quaest divulgada antes da votação, no sábado (3). O levantamento apontava empate técnico entre Derrite, André do Prado, Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).

Nas urnas, porém, Derrite terminou com 30,59% dos votos válidos e André do Prado, com 29,28%. Simone Tebet alcançou 19,23%, enquanto Marina Silva registrou 18,12%.

Ex-secretário de Segurança

Nascido em 10 de outubro de 1984, Guilherme Derrite é formado pela Academia de Polícia Militar do Barro Branco, bacharel em direito e pós-graduado em ciências jurídicas.

Entre 2010 e 2013, atuou como tenente nas Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), unidade de elite da Polícia Militar de São Paulo. Em 2018, foi eleito deputado federal e passou a ser conhecido politicamente também como Capitão Derrite. Conquistou novo mandato na Câmara em 2022.

Apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Derrite construiu sua atuação política em torno de propostas de endurecimento da legislação penal e das políticas de segurança pública. Na Câmara, foi vice-líder do governo e participou da aprovação do projeto que extinguiu as saídas temporárias de presos.

Em 2023, licenciou-se do mandato de deputado federal para assumir a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas. Sua escolha para a pasta foi interpretada como um dos principais gestos de aproximação de Tarcísio com o bolsonarismo no início da gestão estadual.

A passagem de Derrite pela secretaria também foi marcada por críticas à atuação das forças policiais e pelo aumento da letalidade em operações de combate ao crime. Entre os episódios de maior repercussão estiveram ações da Polícia Militar realizadas na Baixada Santista em 2023 e 2024, que deixaram, juntas, 84 mortos.

Fonte: Brasil 247

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *