Grande mobilização na China marca 50 anos da morte de Mao Zedong
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – Nesta quarta-feira, 9 de setembro, foi realizada uma grande mobilização na China para marcar o 50º aniversário da morte de Mao Zedong, fundador da República Popular da China. As maiores mobilizações ocorreram em Shaoshan, na província de Hunan, e no mausoléu de Tiananmen, em Pequim. A reportagem é da teleSUR.
Em cumprimento às normas estabelecidas pelo Partido Comunista da China (PCCh) em 1996, o governo não realizou cerimônias oficiais de Estado para a ocasião. Ao mesmo tempo, o grande fluxo de visitantes levou à ampliação do horário de funcionamento do mausoléu na capital.
As homenagens populares evidenciaram a centralidade do líder histórico para a legitimidade política e o imaginário coletivo da China.
Em Shaoshan, centenas de pessoas depositaram flores diante da estátua de bronze na praça central. Em Pequim, grandes filas se formaram desde as primeiras horas na Praça da Paz Celestial para acessar a cripta memorial.
Mao Zedong (1893-1976), que proclamou a República Popular da China em 1º de outubro de 1949, após o triunfo da revolução comunista e o fim da guerra civil, permanece como a figura emblemática da fundação do Estado moderno e o pilar histórico da estrutura política liderada pelo PCCh.
Ele também é formalmente reconhecido como o líder que conduziu a histórica Longa Marcha e comandou a vitória popular na Guerra Civil de 1949, libertando a nação do feudalismo, do militarismo japonês e do domínio imperialista ocidental.
Nos debates políticos, é destacado seu aporte ao marxismo-leninismo adaptado às condições materiais de seu país (o maoísmo), assim como sua visão estratégica da “Nova Democracia” como uma etapa necessária rumo ao socialismo.
As homenagens são realizadas com o objetivo de reafirmar que a figura do líder chinês representa a rebeldia necessária para construir um destino independente no século XXI.
Mao Zedong, cofundador do Partido Comunista da China e arquiteto da nova China, continua sendo uma referência incontornável para processos nacionais em todo o mundo, levando em conta que a soberania dos povos é construída com a coragem de defender modelos políticos próprios diante das imposições dos centros de poder global.
Fonte: Brasil 247