Governo prevê R$ 1,1 trilhão para Previdência em 2027; veja os maiores gastos
Por Bruna Ariadne — Jornal Opção

O governo federal prevê destinar R$ 1,169 trilhão ao pagamento de benefícios da Previdência em 2027, segundo a proposta de Orçamento encaminhada ao Congresso Nacional. O montante é o maior entre os principais gastos sociais discriminados no projeto e supera, somados, os valores previstos para Saúde, Educação, Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A dimensão do gasto previdenciário aparece entre os principais números do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, o PLN 24/2026. No total, a proposta prevê despesas de aproximadamente R$ 7,4 trilhões, considerando também o refinanciamento da dívida pública. O limite para despesas primárias é de R$ 2,576 trilhões.
Além da Previdência, estão previstos R$ 440,7 bilhões para pessoal, R$ 272,2 bilhões para Saúde, R$ 157,1 bilhões para o Bolsa Família e R$ 145,1 bilhões para o BPC. A Educação aparece com R$ 141,2 bilhões, enquanto abono salarial e seguro-desemprego somam R$ 104,7 bilhões.
Previdência concentra maior valor
Os benefícios previdenciários estão entre as despesas obrigatórias, aquelas que o governo não pode simplesmente deixar de executar. De acordo com a proposta, 92% do limite destinado a custeio e investimentos já está comprometido com despesas obrigatórias.
Dados analisados pelas consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado mostram ainda que as despesas previdenciárias podem alcançar R$ 1,215 trilhão quando considerado o conjunto das contas da Previdência Social. Para fazer frente a esse valor, a arrecadação estimada é de R$ 875,1 bilhões, deixando uma necessidade de financiamento de aproximadamente R$ 340 bilhões em 2027.
Apesar do resultado negativo, as consultorias apontam expectativa de redução do déficit previdenciário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) no próximo ano.
Veja os principais gastos previstos para 2027
Os benefícios da Previdência aparecem com R$ 1,169 trilhão. Na sequência estão as despesas com pessoal, de R$ 440,7 bilhões, e a Saúde, com R$ 272,2 bilhões.
O Bolsa Família terá R$ 157,1 bilhões, seguido pelo BPC, com R$ 145,1 bilhões, e pela Educação, com R$ 141,2 bilhões. Para abono salarial e seguro-desemprego, a previsão é de R$ 104,7 bilhões. O projeto também reserva R$ 133 bilhões para investimentos.
A proposta ainda poderá sofrer alterações durante a tramitação no Congresso Nacional antes da aprovação definitiva do Orçamento de 2027.
Orçamento tenta conter despesas
O peso das despesas obrigatórias também reduz o espaço disponível para gastos que o governo pode decidir onde aplicar. Para manutenção da máquina pública e investimentos, as chamadas despesas discricionárias, estão previstos R$ 222,1 bilhões. O próprio governo reconhece que o avanço das despesas obrigatórias tem comprimido esse espaço e indicou a necessidade de revisão de gastos nos próximos anos.
A proposta para 2027 também foi elaborada sob regras mais restritivas para as despesas com pessoal. Segundo o governo, os mecanismos previstos no arcabouço fiscal devem reduzir em R$ 18 bilhões as despesas obrigatórias no próximo ano.
O Executivo trabalha ainda com a expectativa de obter superávit primário efetivo de R$ 18,6 bilhões em 2027, sem considerar determinadas deduções permitidas pela legislação.
Leia também: Carros elétricos pegam fogo com mais facilidade? Especialistas explicam os possíveis riscos
O post Governo prevê R$ 1,1 trilhão para Previdência em 2027; veja os maiores gastos apareceu primeiro em Jornal Opção.
Fonte: Jornal Opção