Governo Lula reserva R$ 800 milhões para reajustar bolsas de residentes da saúde
Por Otávio Rosso — Brasil 247
247 – O Ministério da Saúde vai reservar mais de R$ 800 milhões no Orçamento de 2027 para reajustar as bolsas pagas a residentes da área da saúde, em uma medida voltada a ampliar a formação de profissionais para o atendimento no SUS. A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha de São Paulo.
A iniciativa deve beneficiar médicos do programa Mais Médicos em formação na atenção primária, além de residentes de outras áreas, como enfermagem, nutrição e fisioterapia.
O reajuste integra uma política de ampliação do financiamento federal das residências em saúde. No governo Lula, o Ministério da Saúde passou a ser o maior financiador desse tipo de formação no país, de acordo com a pasta.
O número de bolsas para residentes médicos e multiprofissionais mais que dobrou nos últimos anos. Eram 24,8 mil em 2022 e, atualmente, chegam a 51,1 mil. O investimento da União também cresceu: passou de R$ 1,4 bilhão em 2023 para R$ 3,3 bilhões em 2026.
A aposta do governo é usar a formação de residentes como instrumento para reforçar a presença de profissionais qualificados em áreas com maior dificuldade de atração e permanência de médicos e equipes de saúde. A prioridade, segundo o ministério, é fortalecer regiões e especialidades historicamente marcadas por carência de profissionais.
As residências em saúde são uma etapa de formação prática e especializada, com atuação direta em serviços públicos. No caso da atenção primária, o objetivo é ampliar a capacidade de atendimento em unidades básicas, porta de entrada do SUS e eixo central de políticas como o Mais Médicos.
Com a previsão de recursos no Orçamento de 2027, o Ministério da Saúde tenta consolidar a expansão das bolsas e manter o crescimento do investimento federal na formação de profissionais para o sistema público.
Fonte: Brasil 247