Governo Lula aciona programa de proteção para Ana Elisa após ameaças de morte e estupro
Por João Antonio Cunha — Brasil 247
247 – O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) acionou o programa estadual de proteção de Minas Gerais para garantir a segurança da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, após ameaças de morte e estupro denunciadas pela parlamentar durante o período eleitoral.
A medida foi adotada por meio do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH). Segundo o ministério, as equipes federal e estadual trabalharão em conjunto na avaliação e no acompanhamento do caso.
A pasta também solicitou apoio à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese), responsável pelo programa estadual, para realizar uma análise de risco e articular ações com órgãos de inteligência policial.
Entre as providências solicitadas estão medidas para investigar as ameaças e identificar os responsáveis pelos ataques. Por razões de segurança, o governo federal informou que não divulgará detalhes das ações de proteção já adotadas ou que ainda estão em avaliação.
Ministério da Justiça solicita investigação da PF
Segundo o Metrópoles, a iniciativa ocorre após o Ministério da Justiça e Segurança Pública solicitar, na sexta-feira (9), a abertura de um inquérito pela Polícia Federal (PF) para investigar as ameaças contra a deputada eleita.
O pedido foi encaminhado pela secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila Santana de Carvalho, ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ana Elisa também compareceu à sede da corporação em Belo Horizonte para denunciar os ataques.
Na quinta-feira (8), a petista afirmou que precisou desativar sua conta no X, antigo Twitter, após receber ameaças de morte e estupro com frequência de poucos minutos.
“A minha equipe desativou a minha conta no Twitter porque nós estávamos recebendo ameaça de morte a cada dois minutos. Ameaça de morte e ameaça de estupro”, declarou em vídeo publicado nas redes sociais.
Deputada atribui intensificação dos ataques a publicação falsa
Ana Elisa afirmou que as ameaças se intensificaram depois que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou uma suposta publicação de 2022 na qual ela teria defendido o fechamento de igrejas.
A parlamentar negou ser autora do conteúdo, classificou a imagem como montagem e anunciou que acionaria o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em setembro, Ana Elisa já havia registrado uma ocorrência na Polícia Civil de Minas Gerais após receber mensagens com ameaças racistas de morte e estupro. O caso está sob investigação.
Fonte: Brasil 247