Goiânia, 93 anos: veja como pontos tradicionais da capital mudaram ao longo do tempo
Por Tiago Vechi — Jornal Opção

Goiânia completa 93 anos neste dia 24 de outubro. Fundada em um período de profundas transformações políticas e sociais no Brasil, a capital nasceu durante o avanço do governo de Getúlio Vargas para o interior do país, em um projeto que associava ocupação territorial, modernização e desenvolvimento. Quase um século depois, o impulso de transformação continua visível nas ruas, nos edifícios e na expansão urbana da cidade.
A comparação entre fotografias antigas e atuais revela a dimensão dessas mudanças. Planejada para representar uma nova etapa na história de Goiás, Goiânia passou de um núcleo cercado por características rurais a uma capital marcada pela verticalização, pelo crescimento do comércio e pela ampliação de sua malha urbana. Nesse processo, lugares como a Praça Cívica, as avenidas Goiás e Anhanguera, o bairro de Campinas e o Museu Zoroastro Artiaga ajudam a evidenciar diferentes momentos dessa trajetória e as permanências que persistem ao longo das mudanças.
Museu Zoroastro Artiaga: a memória da arquitetura art déco
O Museu Goiano Zoroastro Artiaga é um dos símbolos arquitetônicos da primeira fase de Goiânia. Construído entre 1942 e 1943, o edifício foi originalmente destinado ao Departamento de Imprensa e Propaganda e passou a abrigar o primeiro museu da capital em 1946. Sua arquitetura art déco representa a proposta de modernidade que marcou a construção da nova cidade.
Ao comparar imagens antigas e atuais, é possível observar a preservação das características arquitetônicas do prédio, que integra o conjunto histórico da Praça Cívica. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o museu permanece como referência da memória cultural goiana.
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Museu em 2011 Foto: Reprodução


Avenida Goiás: do projeto urbanístico à movimentação do Centro
A Avenida Goiás foi uma das primeiras grandes vias construídas na nova capital e integra o traçado planejado de Goiânia. Ligada à Praça Cívica, a avenida foi concebida como um dos principais eixos de circulação e organização urbana, reunindo edifícios públicos, estabelecimentos comerciais e espaços de convivência.
Com o crescimento da cidade, a região central passou por mudanças no uso dos imóveis e na circulação de pessoas e veículos. As fotografias de diferentes épocas permitem comparar a paisagem original, marcada pela arquitetura art déco e por construções de poucos pavimentos, com a dinâmica atual de uma das vias mais conhecidas da capital.
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Avenida Goiás em 1945 Foto: Reprodução

Avenida Anhanguera: a expansão de um dos principais corredores da capital
A Avenida Anhanguera se consolidou como um dos principais corredores de circulação de Goiânia, conectando diferentes regiões e acompanhando a expansão da malha urbana. Ao longo das décadas, a via passou a concentrar comércio, serviços e transporte coletivo, tornando-se parte importante da rotina de milhares de moradores.
A comparação entre registros antigos e atuais ajuda a dimensionar a transformação da avenida e de seu entorno. O crescimento dos estabelecimentos comerciais, as mudanças nas edificações e o aumento da circulação mostram como a infraestrutura viária acompanhou a expansão da capital para além do núcleo inicial planejado.
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Anhanguera em 2024 Foto: Reprodução



Campinas: do município independente ao bairro integrado à capital
Campinas tem uma história anterior à fundação de Goiânia. O núcleo urbano já existia quando começaram as obras da nova capital, em 1933, e foi incorporado ao município de Goiânia durante o processo de formação da cidade. Por isso, o bairro preserva uma trajetória própria, anterior ao planejamento urbano que orientou a construção da capital.
Ao longo do século 20, Campinas se consolidou como importante polo comercial e de serviços. Suas ruas, construções e áreas de comércio registram a passagem de um núcleo com características interioranas para uma região integrada à dinâmica de uma capital em expansão. As imagens antigas e atuais permitem observar essa transformação sem perder de vista a identidade histórica do bairro.
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Praça Joaquim Lucio 2024 Foto: Reprodução



Praça Cívica: o marco zero do planejamento de Goiânia
A Praça Cívica ocupa posição central no projeto urbanístico de Goiânia. Sua construção começou em 1933, a partir do plano elaborado pelo arquiteto e urbanista Attílio Corrêa Lima, e o espaço foi concebido para concentrar as principais sedes administrativas da nova capital. A praça também organiza o traçado de importantes vias que se irradiam para diferentes regiões da cidade.
Com edifícios públicos e construções em estilo art déco, a Praça Cívica tornou-se um dos principais símbolos da identidade arquitetônica de Goiânia. Ao longo do tempo, passou por intervenções urbanísticas e mudanças na ocupação do entorno, mas continuou ligada à vida política e administrativa do estado. A comparação das fotografias revela as alterações na paisagem e permite reconhecer elementos que permanecem desde os primeiros anos da capital.
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Praça Cívica em 2024 Foto: Reprodução







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Fonte: Jornal Opção