Globo na “hora da verdade”
Por gutoalves — Fundação Perseu Abramo
No dia 15 de outubro, a dez dias do segundo turno das eleições, a TV Globo entrevistou Lula.
A jornalista Renata Lo Prete, que conduziu a entrevista, manteve a tradicional pose de “juíza acima do bem e do mal”.
A mesma pose exibida pela dupla Tralli e Vasconcelos que, pouco antes da entrevista com Lula, anunciou no Jornal Nacional a demissão de um alto executivo da própria Globo, flagrado em conversas consideradas impróprias com um anunciante chamado Vorcaro.
O motivo da demissão, óbvio, é que ele foi flagrado.
Aliás, se com um banqueirinho de merda a conversa rola naquele tom de chiqueiro, imagina como devem ter sido as conversas com um banqueirão, padrão Itaú ou Bradesco.
Vale dizer, também, como lembrou uma amiga, que a Globo é expert em autocríticas tardias e hipócritas.
Pano rápido.
Hoje, dia 16, a Globo vai entrevistar o Traidor da Pátria.
Veremos, então, quantos pesos e medidas tem o jornalismo da Globo. E, por tabela, confirmaremos qual a aposta que a Vênus Platinada está fazendo nesta reta final do segundo turno.
Mas como as pessoas são inocentes até prova em contrário, aqui vão algumas sugestões de perguntas para a entrevistadora:
“Candidato, caso seja eleito, o que o senhor fará para ressuscitar as vantagens que a escala 6×1 oferece para os empresários?”
“Candidato, caso seja eleito, o senhor continuará protegendo e estimulando as milícias?”
“Candidato, caso seja eleito, seu paizão e seu brother Vorcaro vão receber o perdão presidencial e sair da cadeia?”
“Candidato, caso seja eleito, quais tesouradas o senhor dará nas políticas sociais e nas liberdades democráticas?”
“Candidato, caso seja eleito, quantas matas vão queimar e quantas boiadas vão passar pela porteira?”
“Candidato, caso seja eleito, os feminicídios vão crescer tanto quanto cresceram no estado governado por seu apoiador Tarcísio?”
“Candidato, caso seja eleito, o senhor vai adotar o mesmo sistema de pesos e medidas para afrodescendentes usado pelo seu pai, ou seja, arrobas?”
“Candidato, caso seja eleito, o senhor vai fazer como seu genitor e defender que os pais tenham direito a cometer agressão física contra filhos homossexuais?”
“Candidato, caso seja eleito, quais são as concessões que o senhor e seu irmão prometeram aos EUA de Trump?”
“Candidato, caso seja eleito, quantas décadas sua famiglia pretende ficar na presidência?”
Há outras sugestões.
Mas a que eu gosto mesmo é bem simples: “Candidato, alguma vez na vida o senhor trabalhou?”
Afinal, quem sempre viveu às custas dos outros, nunca será capaz de construir um futuro melhor para o povo brasileiro.
Mas acho que perguntar algo assim não seria aprovado pelo “compliance” da Vênus Platinada…
Fonte: Fundação Perseu Abramo