Fux atende Flávio Bolsonaro e retoma perseguição à Nossa Senhora Aparecida
Por Hora do Povo — Hora do Povo

Ele autorizou a voltar a derrubar as publicações na internet sobre a santa
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu ao pedido de Flávio Bolsonaro e voltou a derrubar as publicações nas redes sobre Nossa Senhora Aparecida. A decisão de Fux suspende os efeitos de outra anterior, assinada pelo ministro Flávio Dino, liberava as publicações, principalmente a do ator e humorista Antonio Tabet.
O Facebook, o Instagram, o TikTok e o Google têm até a noite desta terça-feira (29) para tirar do ar as publicações citadas na ação.
Luiz Fux foi acionado diretamente pela campanha de Flávio Bolsonaro por ser relator do Marco Civil da Internet.
O ministro tem votado de acordo com os interesses do bolsonarismo, inclusive para absolver os criminosos que tentaram dar um golpe de estado no dia 8 de janeiro de 2023.
A decisão de Fux restabelece a censura aplicada por André Mendonça na sexta-feira (25). Os bolsonaristas, desesperados, querem manter derrubadas até mesmo publicações sobre Nossa Senhora Aparecida que não citam Flávio Bolsonaro, que podem ser a maioria delas.
Nesta quarta (30), o plenário do STF deve discutir o caso.
A campanha de Flávio Bolsonaro em setores católicos está sendo abalada pela ideia de que ele poderia, como presidente, retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Esse projeto circulou entre bolsonaristas há alguns anos. Flávio Bolsonaro já defendeu, em transmissão ao vivo, “decretar que o Brasil é do senhor Jesus Cristo”, o que foi entendido por setores da Igreja Católica como intenção de tirar a Padroeira do Brasil.
PASTORES RACISTAS ATACAM PADROEIRA
O pastor Lucinho, da Igreja Batista da Lagoinha de Alphaville (SP), já fez ataques a Nossa Senhora Aparecida durante pregação.
O bolsonarista falou que “250 anos atrás, uns pescadores em São Paulo acharam uma imagem dentro do rio, a imagem estava cheia de lodo, pegaram essa imagem e fizeram dela a Padroeira do Brasil. Depois, foram descobrir que a imagem estava suja, ela não era preta, era branca”.
“O Brasil não pertence a essa Senhora. O Brasil pertence ao Nosso Senhor Jesus Cristo, ao Senhor Jesus. É essa restauração que eu e você temos que fazer”, defendeu em pregação na Igreja Comunidade das Nações, em Brasília, onde Flávio Bolsonaro foi batizado.
Como revelou a jornalista Daniela Lima, do UOL, a Igreja Católica já monitora ataques à Nossa Senhora Aparecida há quase 10 anos e discutiu o tema em diversas instâncias.
Depois da fala de Flávio Bolsonaro sobre “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”, a discussão entre os católicos foi intensificada.
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Fonte: Hora do Povo